Coronavírus

Covid-19. Vacina Sputnik V com eficácia de 91,4% na terceira e última fase de ensaios

Tatyana Makeyeva

Eficácia da vacina contra os casos graves de infeção foi de 100%.

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A vacina russa Sputnik V contra a covid-19 mostrou uma eficácia de 91,4% na terceira e última fase de testes clínicos, anunciaram esta segunda-feira o instituto de investigação Gamaleya e o Fundo de Investimentos Diretos Russo (FIDR).

Em análises realizadas em 22.714 voluntários 21 dias depois da inoculação da primeira dose da vacina ou de placebo (substância neutra), foram detetados 78 infetados, 62 entre os que receberam o placebo e 16 entre os que foram vacinados, refere um comunicado das instituições russas publicado na rede social Twitter.

Segundo o diretor do instituto Gamaleya, Alexandr Gintsburg, estes dados "permitem afirmar com certeza que a Sputnik V é altamente eficaz e totalmente segura para a saúde".

Os ensaios clínicos registaram ainda 20 casos graves entre aqueles que foram tratados com placebo e nenhum no grupo que foi vacinado.

"A eficácia da vacina contra os casos graves de infeção por coronavírus foi de 100%", adianta o comunicado.

Os únicos efeitos adversos detetados, num curto período, em alguns dos voluntários foram febre, fadiga, fraqueza e dor de cabeça.

De acordo com o comunicado, os dados sobre os ensaios clínicos serão disponibilizados em publicações científicas internacionais e o FIDR elaborará um relatório que servirá para solicitar o "registo acelerado" da vacina Sputnik V em diversos países.

Argentina será o primeiro país onde será solicitado o registo

O presidente do FIDR, Kiril Dmitriev, anunciou que a Argentina será o primeiro país onde será, este mês, solicitado o registo, já que a América Latina é uma das prioridades para aplicação da vacina russa.

"Em janeiro vamos solicitar um registo acelerado em todos os principais países", explicou à imprensa, apontando os casos da Índia, dos Emirados Árabes Unidos e outros países da Ásia, América Latina, Oriente Médio e África.

Ensaios clínicos

Além dos voluntários russos vacinados em 29 centros médicos, a terceira fase de ensaios clínicos também está em andamento na Venezuela, Bielorrússia e Emirados Árabes Unidos.

No final de novembro, o FIDR assegurou que a eficácia da vacina, 42 dias após a primeira dose, era superior a 95% e que custaria menos de dez dólares por dose.

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou na sexta-feira que começará "em breve" a investigação da combinação de sua vacina contra a covid-19 com a Sputnik V para aumentar sua eficácia.

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