Coronavírus

Covid-19. Hungria autoriza uso das vacinas Sputnik V e AstraZeneca

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É expectável que a UE autorize a vacina da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca na próxima semana.

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As autoridades sanitárias húngaras autorizaram o uso das vacinas contra a doença covid-19 produzidas pela Rússia (Sputnik V) e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, divulgou esta quinta-feira o Governo da Hungria.

"Na semana passada, as duas vacinas receberam a autorização provisória", explicou o ministro do Gabinete do primeiro-ministro húngaro, Gergely Gulyás, numa conferência de imprensa virtual, na qual deixou claro que o executivo de Budapeste responsabiliza as instituições comunitárias por não poder iniciar, neste momento, a imunização da população húngara com a vacina da AstraZeneca, uma vez que esta ainda não recebeu "luz verde" a nível europeu.

"É preciso acelerar as autorizações, porque estamos a falar de vidas. A autorização da AstraZeneca [vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford] ainda não chegou à União Europeia (UE)", disse Gergely Gulyás, anunciando que, assim que chegar a vacina, as autoridades húngaras irão começar com a sua utilização.

É expectável que a UE autorize a vacina da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca na próxima semana e que a partir de fevereiro comece a analisar a autorização da vacina russa Sputnik V.

Na quarta-feira, a agência espanhola EFE avançou que o Fundo de Investimentos Diretos Russo (FIDR), um dos responsáveis pela vacina russa contra o novo coronavírus, solicitou à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para que a vacina Sputnik V seja registada, naquele que representa o primeiro passo para que este fármaco --- que já está registado, a par da Rússia, em vários outros países como Argentina, Bolívia ou Venezuela - comece a ser administrado em território europeu.

Ainda sobre a vacina russa, Gergely Gulyás adiantou que o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, irá informar na sexta-feira o Governo sobre as negociações com Moscovo sobre a possível compra da Sputnik V.

O executivo húngaro tem mantido negociações com fabricantes de fármacos em vários países para comprar mais vacinas em grandes quantidades, uma vez que considera que o fornecimento da UE está a ser muito lento.

O país da Europa Central e Estado-membro da UE, com 9,7 milhões de habitantes, terá através da Comissão Europeia cerca de 18 milhões de doses, o suficiente para vacinar cerca de 8,8 milhões de pessoas.

Até agora, quase dois milhões de pessoas se registaram na Hungria para serem vacinadas contra o novo coronavírus.

Perante o que classificou de "lentidão" da EMA, o Governo húngaro anunciou, há poucos dias, a compra de "milhões" de unidades da vacina desenvolvida pela farmacêutica estatal chinesa Sinopharm.

"Se receber a autorização (das autoridades sanitárias húngaras), em poucas semanas poderá chegar a um milhão", disse Gergely Gulyás, sublinhando que as autoridades da Hungria só vão usar medicamentos seguros e eficazes.

Até à data, a Hungria imunizou cerca de 130.000 pessoas com duas vacinas, uma desenvolvida pelo grupo farmacêutico norte-americano Pfizer em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech, e outra pela também norte-americana Moderna.

Deste grupo de pessoas, mais de 120.000 são médicos, enfermeiros e outros trabalhadores do setor da saúde.

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