Coronavírus

Centro Europeu de Doenças prepara orientações sobre máscaras comunitárias

Stephane Mahe

Após alguns países europeus terem obrigado ao uso de máscaras cirúrgicas ou FFP2.

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O Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) está a preparar orientações sobre a utilização de máscaras faciais comunitárias contra a covid-19, após alguns países europeus terem obrigado ao uso de máscaras cirúrgicas ou FFP2.

"Está prevista uma atualização das orientações do ECDC sobre máscaras faciais comunitárias, em data a ser confirmada", diz esta agência europeia em resposta escrita enviada esta quarta-feira à Lusa.

Recomendações mantêm-se para já

Ainda assim, o ECDC vinca que a sua posição sobre as máscaras faciais ainda "não mudou" e que "continuam a ser válidas" as recomendações feitas no início da pandemia de covid-19, que admitem máscaras comunitárias feitas com "múltiplas camadas" de tecido.

A posição surge depois de, devido às novas variantes do SARS-CoV-2, a Alemanha e a França terem tornado obrigatória a utilização de máscaras cirúrgicas ou FFP2 em locais como transportes públicos e lojas, proibindo as máscaras comunitárias (fabricadas de forma artesanal). Espanha, por seu lado, vai debater a situação e o Reino Unido resiste a tal imposição.

Na resposta à Lusa, o ECDC remete a sua posição para a informação publicada no seu 'site', que refere que uma máscara comunitária "deve ser construída com múltiplas camadas - duas a três - de material" e respeitar a "norma europeia para a criação de máscaras não médicas".

Ainda assim, a agência europeia de apoio aos Estados-membros em questões de saúde pública destaca a "eficácia ligeiramente superior das máscaras médicas do que das máscaras não médicas".

Eficácia das máscaras

Nessas recomendações, o ECDC aponta que "a utilização de máscaras faciais médicas - geralmente de cor azul-claro e disponíveis nas farmácias - pode reduzir o risco de infetar outras pessoas", ainda que admita também outros tipos.

"Considere a utilização de uma máscara facial quando visitar espaços ocupados e fechados onde não seja possível manter distância física suficiente de outras pessoas, tais como mercearias e centros comerciais ou quando utilizar transportes públicos", aconselha ainda o ECDC.

Já na resposta enviada à Lusa, o centro europeu avisa que "a utilização de máscaras faciais não deve substituir outras medidas recomendadas para evitar a transmissão da covid-19, tais como distanciamento físico, etiqueta respiratória, higiene meticulosa das mãos e evitar tocar no rosto, nariz, olhos e boca".

"A chave para a utilização eficaz das máscaras faciais é a sua utilização correta e consistente", salienta.

DGS está a analisar o uso de máscaras comunitárias em locais públicos

O Ministério da Saúde está à espera de indicações da DGS, que está a analisar o assunto.