Coronavírus

Hospitais do Norte com dificuldade em gerir aumento de doentes covid-19

Lúcia Amorim

Lúcia Amorim

Editora de Imagem

Nas últimas semanas, a curva de crescimento de casos tem sido constante e os hospitais da região, como por exemplo o de Guimarães e o de Penafiel, começam a sentir a pressão.

Saiba mais...

Apesar de assumir que a situação é crítica, a administração do hospital de Viana do Castelo garante que tem conseguido responder às necessidades dos cuidados intensivos e que a gestão do internamento é ajustada a cada dia.

Pela proximidade, Vigo seria uma alternativa mas a garantia é que ainda não foi preciso transferir doentes para unidades hospitalares da Galiza. E que o primeiro recurso é a rede do Serviço Nacional de Saúde.

Contactada pela SIC, as autoridades de saúde galegas garantem que não receberam qualquer pedido de Portugal para atender doentes com covid-19.

Em Guimarães, a situação é gerível, mas muito preocupante. Nas últimas duas semanas, o número de admissões não para de subir. O hospital da Senhora da Oliveira tem 150 infetados no internamento, dos quais 12 em cuidados intensivos. No pico da segunda vaga, chegou a ultrapassar os 200 internados. O hospital tem enviado doentes covid e não-covid para o setor privado e social e já não está em condições de receber outros doentes de outros hospitais do SNS.

Com 123 doentes covid, o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa esgotou a capacidade de internamento, mas está longe do caos que em novembro atingou a unidade de Penafiel, quando chegaram a estar quase 40 infetados na urgência, à espera de vaga. A administração vai abrir mais quatro camas na medicina intensiva, mas diz que não consegue alargar mais a enfermaria sem comprometer a assistência a doentes com outras patologias.

Menos pressionado, o Norte continua a receber doentes de outras zonas do país. Segundo a ARSN, nos hospitais da região, estão internados 1.589 doentes em enfermaria e 284 nos intensivos. São mais 48 admissões em 24 horas.