Coronavírus

Um ano de pandemia. De 120 mil para 120 milhões de infetados e a humanidade confinada

ALY SONG

Faz esta quinta-feira um ano que a OMS declarou a covid-19 como pandemia.

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Faz esta quinta-feira um ano que a Organização Mundial de Saúde declarou a pandemia de covid-19. A 11 de março de 2020, o diretor-geral da OMS justificou a declaração com os "níveis alarmantes de propagação", uma vez que já 144 países tinham casos confirmados.

Número de infetados a multiplicar-se por 10

Um ano depois, o número de infetados passou de 120 mil para 120 milhões e um terço da humanidade esteve confinada pelo menos uma vez. A covid-19 fez pelo menos 2,6 milhões de mortes e há, neste momento, casos confirmados em 192 países ou regiões.

A declaração da pandemia surgiu três meses depois de terem sido detetados na China os primeiros casos do novo coronavírus, então desconhecido.

Europa: o epicentro da doença

Dois dias depois de declaração de pandemia, a Europa já era considerada o epicentro da doença, somando um número de casos e de mortes superior ao conjunto do resto do mundo.

‘Lockdown’. A chegada do confinamento

Ainda o calendário marcava o mês de março de 2020 quando vários países começaram a impor confinamentos, fechando escolas, comércio, fronteira e impondo o teletrabalho. A queda da economia foi tão forte que, a 19 de março, o Banco Central Europeu anunciou um plano de 750 mil milhões de euros para ajudar a economia da Zona Euro.

Com a subida dos números de infetados e mortos, as autoridades responderam com medidas sanitárias, impondo o uso de máscara obrigatória em todos os espaços fechados e o respeito pelo distanciamento social.

O princípio do fim?

Só em novembro chegaria a resposta para a pandemia: a vacina. As esperanças voltavam a renascer, como o início dos pedidos de aprovações de vacinas e o começo da vacinação nos primeiros dias de dezembro em países como a Rússia, o Reino Unido, Israel ou Estados Unidos.

O novo ano foi olhado com muito otimismo, à medida que as campanhas de vacinação se alastraram mas, poucos dias depois de 2021 ter começado, vários países europeus decidiram prolongar os confinamentos: a Europa atingiu 30 milhões de infetados e a distribuição de vacinas começou a sofrer problemas e a atrasar-se.

Ao mesmo tempo, novas estirpes do coronavírus, detetadas inicialmente no Brasil e na África do Sul, espalharam-se pelo mundo e o número de mortos atingiu dois milhões de pessoas.

Tornou-se imprescindível conhecer melhor o "inimigo" e a OMS resolveu enviar uma missão de especialistas à China para investigar a origem do coronavírus.

A chegada da terceira vaga

A entrada no mês de fevereiro deu como garantida a existência de uma terceira vaga de covid-19, com a Espanha e a Itália a disputarem os casos mais alarmantes e Portugal a mostrar que o confinamento tem tido resultado nos números, registando a esta altura 16.617 mortes e 811.948 casos de infeção desde o início da pandemia.

A aproximação da primavera parece trazer nova esperança e o mundo prepara novo desconfinamento para breve.