Coronavírus

PCP pede ao primeiro-ministro que "não esqueça" subsídio de risco para forças de segurança

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, participa no debate parlamentar com a presença do primeiro-ministro, António Costa (ausente da foto), sobre política geral, na Assembleia da República, em Lisboa

MÁRIO CRUZ

António Costa não se comprometeu na resposta ao líder comunista.

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O secretário-geral do PCP pediu hoje ao primeiro-ministro que "não se esqueça" do subsídio de risco para os trabalhadores dos serviços essenciais e das forças de segurança que estão na "primeira linha" no combate à pandemia de covid-19.

"Não se esqueça dos elementos das forças de segurança que continuam à espera do subsídio de risco", afirmou Jerónimo de Sousa no debate com o Governo sobre política geral, na Assembleia da República, em Lisboa.

Se minutos antes, em resposta ao Bloco de Esquerda, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o problema com o subsídio de risco com os trabalhadores da saúde estava em vias de ser resolvido, não se comprometeu na resposta ao líder comunista.

Centrado nos problemas laborais, Jerónimo de Sousa afirmou que anunciada digitalização não pode significar que um "triturar" dos direitos e criticou as plataformas digitais que se fixaram em Portugal por se transformarem em "praças de jorna digitais" onde muitas vezes os trabalhadores não têm salário fixo.

E questionou o Governo sobre a situação da GroundForce, onde há mais de 2.000 trabalhadores com salários em atraso, pedindo que "trave" eventuais despedimentos coletivos.

Ao que António Costa respondeu com a proposta, feita pela TAP, para aumentar o capital na empresa de "handling" nos aeroportos de Lisboa e Porto.