O aumento do número de novos casos de covid-19 está a obrigar alguns países a reforçar as restrições. Em França, um conjunto de regiões voltaram ao confinamento, como é o caso de Paris. O dia ficou ainda marcado por vários protestos contra as medidas de confinamento, que envolveram sobretudo grupos de extrema-direita.
O movimento lento da avenida dos campos elísios, em Paris, não engana: pela terceira vez, o confinamento voltou à capital francesa. Os habitantes da região só podem sair de casa para deslocações essenciais ou para a prática de exercício físico, desde que não excedam os 10 quilómetros.
As escolas mantêm-se abertas, bem como cabeleireiros, livrarias, floristas e lojas de chocolates - essenciais para os franceses. Trata-se de um confinamento mais suave que, ainda assim, afeta 21 milhões de pessoas.
A cada 12 minutos um parisiense é admitido numa cama de cuidados intensivos, avançou o ministro da Saúde, e as unidades estão próximo do limite. Ainda assim há quem conteste as medidas impostas pelo governo.
Na Polónia confronta-se com o maior aumento diário do número de casos desde novembro. Os últimos 7 dias registam 200 novos casos por 100 mil habitantes. Nas próximas semanas vão estar fechadas no país todas as lojas não essenciais, bem como hotéis e instalações culturais e desportivas.
A situação na Polónia levou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão a desaconselhar todas as viagens não essenciais ao país. Também a Alemanha enfrenta uma subida drástica dos casos e a chanceler Angela Merkel já avisou que o país precisa de um travão de emergência.
Apesar da situação no país, milhares de pessoas, sobretudo de grupos de extrema-direita, saíram este sábado à rua em diversas cidades alemãs, em protesto contra as restrições. Em Kassel, e à revelia da proibição decretada por um tribunal, manifestaram-se 10 mil pessoas. Sem usarem máscara, a maioria dos manifestantes mostrou-se indiferente às medidas de distanciamento social e empenhada em atacar os jornalistas que cobriam o protesto.
A extrema-direita marcou igualmente presença nos protestos na capital da Finlandia, que juntou cerca de 400 pessoas sem máscara a gritar que os números não batem certo. Um cenário idêntico na Suíça, próximo da Basileia, onde cerca de cinco mil pessoas sem máscara bramiram que as vacinas matam.
Na Áustria, os protestos levaram ás ruas de Viena cerca de mil pessoas, também sem máscara, que se opõem às medidas com que o Governo tenta implementar para travar o aumento do número de casos no país.
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