Coronavírus

Covid-19. Brasil com mais de 3.700 mortes pelo 3.º dia seguido e 91.097 casos

Rogerio Florentino

O Brasil encerrou o mês de março com 66.573 mortes provocadas pela pandemia.

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O Brasil iniciou abril com 3.769 mortes devido à covid-19, o terceiro dia consecutivo em que ultrapassou a marca dos 3.700 óbitos, somando ainda 91.097 novos casos de infeção, informou esta quinta-feira o executivo.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde brasileiro, o país teve hoje o seu segundo dia com mais casos de sempre, apenas atrás de 25 de março, quando confirmou 100.158 diagnósticos de covid-19 num único dia.

No total, a nação sul-americana, com 212 milhões de habitantes, concentra 12.839.844 casos de infeção.

Em relação ao acumulado de vítimas mortais, o total chegou hoje aos 325.284 óbitos, após um mês de março que foi o mais letal de toda a pandemia.

O Brasil encerrou o mês passado com 66.573 mortes provocadas pela covid-19, quase o dobro dos óbitos registados em fevereiro (30.438), apesar das medidas para restringir as atividades públicas na tentativa de controlar a doença.

Com os dados difundido hoje pela tutela da Saúde, a taxa de incidência da doença no país, que atravessa agora o seu momento mais critico da pandemia com sucessivos recordes de casos e mortes, ascendeu a 155 mortes e 6.110 casos por 100 mil habitantes.

O Brasil voltou a ser hoje o país com mais mortes e infeções registadas em 24 horas em todo o mundo, uma tendência que se verificou ao longo de todo o mês de março, bem acima dos Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia em números absolutos.

Das 27 unidades federativas do Brasil, as que concentram maior número de infeções são São Paulo (2.496.416), Minas Gerais (1.135.856), Paraná (851.339) e Rio Grande do Sul (850.220).

São Paulo (75.734), Rio de Janeiro (37.114), Minas Gerais (24.728) e Rio Grande do Sul (20.063) são, por sua vez, os Estados com mais vítimas mortais

No pior momento da pandemia, potenciado pela deteção de uma nova estirpe do vírus (P.1) no Amazonas, o Governo, presidido por Jair Bolsonaro, defendeu hoje no Supremo Tribunal Federal a suspensão de decretos que proíbam cultos e missas em solo brasileiro.

"Para os mais de dois mil milhões de fiéis que professam a fé cristã no mundo, a Páscoa é talvez a celebração mais importante de todas(...). No Brasil, país em que cerca de 80% da população é católica ou evangélica, mesmo descontando-se a parcela não praticante, a importância religiosa da efeméride é indiscutível para milhões de brasileiros", sustentou a Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que defende o Executivo em processos judiciais.

Face à grave situação que a nação atravessa, a Bolívia, o Peru e o Chile anunciarem hoje a suspensão do trânsito de pessoas com o Brasil para conter o avanço da pandemia.

No entanto, apesar do recrudescimento da pandemia, o ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, informou que o país deve receber 25,5 milhões de doses das vacinas contra a covid-19 em abril, número 46% inferior ao apresentando anteriormente no cronograma de imunização.

"Apesar de contratadas [as vacinas] há atraso na entrega. Estamos empenhados em antecipar a entrega, não é simples, estamos empenhados em buscar com todas as armas que temos. Recursos existem, o que ocorre é falta de vacina", argumentou o ministro, que contava receber o antídoto indiano Covaxin, mas que teve a sua certificação negada pelo órgão regulador brasileiro após analisar os riscos que a sua aplicação representaria no país sul-americano.

Segundo informações oficiais, 18,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 já foram aplicadas até ao momento no Brasil, num plano de imunização que avança lentamente.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.816.908 mortos no mundo, resultantes de mais de 128,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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