Coronavírus

Chile mostra que rapidez na vacinação não significa fim dos confinamentos

Aeroporto Internacional Arturo Merino Benitez em Santiago quase vazio depois de o Governo do Chile decretar o fecho das fronteiras por 30 dias.

Alberto Valdes / EPA

O Governo chileno decretou o fecho das fronteiras para impedir o avanço da pandemia de covid-19.

A experiência do Chile mostra que uma implementação rápida da vacina contra a covid-19 não é necessariamente suficiente para evitar confinamentos, disse o responsável da autoridade de saúde de Inglaterra.

Segundo Chris Whitty, é necessária uma abordagem constante e cautelosa para aliviar as restrições.

No Reino Unido já foi dada a primeira dose da vacina a mais de 31,5 milhões de pessoas, o que levou alguns membros do partido do primeiro-ministro Boris Johnson a querer acabar com o confinamento mais rapidamente.

No entanto, o Chile, que também tem uma das taxas de vacinação mais altas do mundo, fechou as fronteiras e apertou mais o bloqueio.

Chris Whitty disse que a experiência do Chile contrasta com a de Israel e ainda não é claro se isso se deve aos tempos de administração, às vacinas usadas, às interações com variantes do coronavírus ou outros fatores.

"Ainda não sabemos ... precisamos aprender com aqueles países que estão muito à frente de nós em termos de administração de vacinas. Esta é a razão pela qual queremos fazer as coisas de forma constante, porque partir do pressuposto de que só porque há muitas pessoas vacinadas o problema vai embora, acho que [o exemplo] do Chile corrige essa visão", afirmou.

Chile aperta restrições com aumento de casos

O Governo do Chile decretou o fecho das fronteiras por pelo menos 30 dias devido ao avanço da pandemia de covid-19.

Fronteiras fechadas, o aeroporto deserto e um novo horário de recolher obrigatório mais restritivo: o Chile acordou nesta segunda-feira com novas restrições que se somam às quarentenas obrigatórias para deter a segunda vaga da pandemia que está a afetar o sistema hospitalar.

Mais de 2,77 milhões de mortos em todo o mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.853.908 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os países que contabilizam um maior número de casos e mortes são os Estados Unidos, o Brasil, o México, a Índia e o Reino Unido.

Em Portugal, morreram 16.885 pessoas dos 823.494 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global