Coronavírus

Covid-19. Brasil soma 3.808 mortes em 24 horas

Sebastiao Moreira

Brasil é ainda o país com mais mortes registadas em 24 horas, muito acima dos Estados Unidos.

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O Brasil voltou esta terça-feira a registar um aumento no número de mortes e infeções pelo novo coronavírus, tendo contabilizado 3.808 óbitos e 82.186 casos nas últimas 24 horas, informou o Ministério da Saúde.

No total, a nação sul-americana, com 212 milhões de habitantes, concentra 358.425 vítimas mortais e 13.599.994 infeções desde o início da pandemia, números que colocam o Brasil na segunda posição mundial de países com mais mortos e na terceira com maior número de casos.

O Brasil é ainda o país com mais mortes registadas em 24 horas, muito acima dos Estados Unidos, país mais afetado pela covid-19 em números absolutos, ou da Índia, uma tendência que foi observada ao longo de todo o mês de março e que se tem repetido em abril.

De acordo com o último boletim epidemiológico difundido pela tutela da Saúde, a taxa de incidência da doença no Brasil, que atravessa o seu momento mais critico da pandemia, é hoje de 171 mortes e 6.472 casos por 100 mil habitantes.

São Paulo continua a ser o foco da pandemia no país, totalizando 84.380 vidas perdidas para a doença causada pelo novo coronavírus e 2.667.241 diagnósticos positivos da doença.

Desde o registo do primeiro caso em solo brasileiro, em fevereiro do ano passado, 12 milhões de pacientes recuperaram da doença, enquanto que 1.166.771 infetados permanecem sob acompanhamento médico.

Vacinação no Brasil: 1,5 milhões não tomaram a segunda dose

No momento em que a campanha de imunização contra a covid-19 avança a um ritmo lento no Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou, em comunicado, que o consórcio Covax Facility destinará ao país 842.400 doses da vacina da Pfizer/BioNTech. A previsão de entrega é para junho.

"O Ministério da Saúde tem 42,5 milhões de doses de vacinas contratadas com a Covax Facility. A quantidade é suficiente para vacinar 10% da população brasileira. Até ao momento, o Brasil já recebeu mais de um milhão de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford por meio dessa iniciativa. Cabe ressaltar que essas 842.400 doses não fazem parte das 100 milhões já contratadas pelo Governo diretamente com a farmacêutica", indica o comunicado.

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta que pelo menos 1,5 milhões de brasileiros que tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 não completaram a imunização com a segunda dose.

O maior país da América do Sul aplica desde janeiro o imunizante desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford e outro desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac.

"Fizemos um levantamento contando esses dias [do prazo para a segunda dose] e temos para completar a segunda dose 1,5 milhões de brasileiros que já deveriam ter completado. Esse é o total que estaria no tempo para a segunda dose. Os outros ainda estão no prazo. Vamos emitir uma lista com números e discutir uma estratégia para buscar essas pessoas", disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Francieli Fontana, em declarações à imprensa.

Dados divulgados por um consórcio de meios de comunicação social, que compila informações sobre a pandemia no Brasil, informa que até segunda-feira foram aplicadas mais de 31,2 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19 no país.

Deste total, mais de 23,8 milhões de pessoas receberam a primeira dose e outras 7,3 milhões receberam duas doses.