Coronavírus

OMS diz que cumprimento das medidas no Ramadão marcará evolução da pandemia

Marikina, Filipinas

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A OMS tem mostrado preocupação com o que pode acontecer durante o Ramadão, quando são habituais as reuniões familiares e sociais.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta quarta-feira que cumprir as medidas para evitar a propagação da covid-19 durante o Ramadão marcará a evolução da pandemia nos próximos meses no Médio Oriente e no Norte de África.

"As ações dos indivíduos durante estas semanas marcarão a evolução nos próximos meses. Todos temos as ferramentas", afirmou o diretor da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Ahmed Al-Mandhari, numa conferência de imprensa virtual, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

O Ramadão, o mês de jejum muçulmano, um dos cinco pilares do Islão, iniciou-se na segunda-feira ou na terça-feira conforme os países.

Al-Mandhari indicou haver uma "tendência preocupante" naquela região, que integra 22 países, desde Marrocos ao Afeganistão, devido ao aumento das infeções até 22% na última semana em relação à anterior em pelo menos 12 dessas nações de maioria muçulmana.

Afirmou que o espírito do Ramadão deve continuar no sentido de "cuidar de si e dos outros, sem prejudicar" ninguém, insistindo no respeito pelas medidas para travar a cadeia de transmissão do novo coronavírus.

A OMS tem mostrado preocupação com o que pode acontecer durante o Ramadão, quando são habituais as reuniões familiares e sociais, assim como as saídas e as compras em lugares concorridos, também porque as variantes do vírus, mais contagiosas, continuam a espalhar-se.

Este ano, alguns países da região decidiram manter as mesquitas abertas, ao contrário do Ramadão de 2020, o primeiro vivido em pandemia.

Dalia Samhouri, epidemiologista da OMS, disse na conferência de imprensa que o ideal é que as orações se realizem em "espaços abertos", pedindo a quem suspeite de estar doente para rezar em casa.

A pandemia de covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019 na China, provocou pelo menos, 2,9 milhões de mortos no mundo, resultantes de mais de 137,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço da agência France-Presse.