Coronavírus

Covid-19. "Seguiremos aquilo que os especialistas nos recomendarem", garante Governo

ANDRÉ KOSTERS

Questionada sobre a entrevista do presidente da Assembleia da República, na qual admitiu que o estado de emergência pode ser prolongado por mais duas semanas em maio.

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A ministra de Estado e da Presidência assegurou esta quinta-feira que o Governo seguirá "aquilo que os especialistas recomendarem" na reunião do Infarmed em relação às medidas para combate à pandemia e em função das necessidades da próxima quinzena.

No briefing do Conselho de Ministros, totalmente dedicado à Cultura e que decorreu no Palácio Nacional de Mafra, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, seguiu a lógica de anteriores reuniões temáticas do executivo e, no período de perguntas dos jornalistas, foi-se escusando a responder a outros assuntos, abrindo apenas uma breve exceção no tema da pandemia.

Questionada sobre a entrevista à Renascença e ao Público do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, na qual admitiu que o estado de emergência pode ser prolongado por mais duas semanas em maio, a ministra foi clara: "seguiremos aquilo que os especialistas nos recomendarem e em função das necessidades que tivermos na próxima quinzena".

"Os números estão hoje melhores do que estavam quando definimos as medidas. Essa avaliação é feita quinzenalmente e é isso que faremos na próxima semana", acrescentou.

Mariana Vieira da Silva recordou que o executivo disse "há muitos meses" como é que procederia em relação aos desconfinamentos.

"E sim, na próxima semana haverá novamente avaliação dos especialistas, avaliação da situação concelho a concelho, num quadro que todos conhecem, cujo calendário todos conhecem e que se mantém", antecipou.

Saúde mental: como é que os portugueses sentiram e viveram os confinamentos

O segundo confinamento fez regressar os sintomas de stress, ansiedade e depressão que se observaram no ano passado durante o primeiro confinamento, conclui um estudo feito pela Escola de Medicina da Universidade do Minho.

O estudo que envolveu duas mil pessoas pretendeu analisar como é que os portugueses sentiram e viveram os dois confinamentos. Este ano, mais experientes e melhor preparados, era suposto ser menos penoso, mas, afinal, não foi bem assim.

Ao longo do último ano, mais de 20 por cento dos inquiridos procurou ajuda a nível psicológico ou psiquiátrico. As mudanças nas rotinas trouxeram mudanças de hábitos e nem sempre para melhor.

No segundo confinamento aumentou o consumo de álcool, de tabaco e de canábis. Aumentou também a procura por alimentos pouco saudáveis, a chamada comida de plástico, e verificou-se ainda uma subida do consumo de jogos de fortuna e azar.

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