Coronavírus

Covid-19. Brasil soma mais de 2.000 mortos em 24 horas

Raphael Alves

Já são mais de 518 mil mortos desde o início da pandemia.

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O Brasil contabilizou 2.081 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, tendo ultrapassado os 518 mil óbitos (518.066) desde o início da pandemia, informou esta quarta-feira o Ministério da Saúde brasileiro.

Em relação às infeções, o país, com 212 milhões de habitantes, totaliza 18.557.141 casos positivos, após ter somado 43.836 diagnósticos de Sars-CoV-2 entre terça-feira e hoje.

Os dados fazem parte do último boletim epidemiológico divulgado pelas autoridades de saúde do Brasil, um dos três países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, juntamente com os Estados Unidos e com a Índia.

Nas últimas 24 horas, o Brasil foi ainda a nação que registou mais óbitos e todo o mundo e a segunda com mais casos, depois dos indianos.

A taxa de incidência da covid-19 é agora de 247 mortes e 8.831 casos por 100 mil habitantes no Brasil, país que atravessa uma terceira vaga da pandemia, de acordo com especialistas.

Das 27 unidades federativas brasileiras, São Paulo (3.727.348), Minas Gerais (1.803.748), Paraná (1.284.806) e Rio Grande do Sul (1.215.519) são as que concentram maior número de diagnósticos do novo coronavírus.

Já os Estados com mais vítimas mortais são São Paulo (127.681), Rio de Janeiro (55.470), Minas Gerais (46.242) e Rio Grande do Sul (31.398).

Num momento em que o Governo brasileiro, presidido por Jair Bolsonaro, é atingido por denúncias de alegada corrupção na compra de vacinas contra a covid-19, vários partidos, parlamentares da oposição, ex-aliados, movimentos sociais e entidades da sociedade civil entregaram hoje na Câmara dos Deputados do Brasil um "super pedido" de destituição do chefe de Estado brasileiro.

Entre os motivos apresentados, estão alegadas falhas do Governo na gestão da pandemia e o comportamento negacionista de Jair Bolsonaro em relação à gravidade da covid-19.

"Bolsonaro é responsável pelas mais 500 mil mortes por covid-19 e cometeu crimes contra a saúde pública, as instituições, a democracia e as finanças públicas. Fora Bolsonaro, para o Brasil sair da crise", defendeu a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada Gleisi Hoffmann.

Já a deputada Joice Hasselmann, que já foi líder do Governo no Congresso no primeiro ano do Governo de Bolsonaro, afirmou que Bolsonaro agiu de maneira inacreditável na condução da pandemia.

"Poderíamos ter 200 mil mortos a menos no país se tivéssemos vacina, distanciamento e uso de máscara. (...) Duzentos mil mortos é o equivalente ao que a bomba atómica matou em Hiroshimna e Nagasaki. Ele deitou duas bombas no país. Quem tem amor por esse país não pode aceitar isso", argumentou a parlamentar.

Horas antes da apresentação oficial do pedido de destituição, Bolsonaro afirmou que "mentiras" não irão derrubá-lo do poder e classificou de "bandidos" senadores que investigam falhas na gestão da pandemia de covid-19, num momento em que o seu Governo é atingido por denúncias de corrupção.

Na terça-feira, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que um representante de uma empresa vendedora de vacinas da Astrazeneca afirmou ter sido alvo de uma tentativa de suborno em troca de um contrato com o Governo brasileiro.

Além disso, na semana passada, foi revelado um outro suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, em que o deputado federal Luis Miranda e o seu irmão Luis Ricardo Miranda, funcionário do Ministério da Saúde, afirmaram que alertaram Bolsonaro sobre as alegadas irregularidades no contrato do imunizante.

O deputado Luis Miranda revelou ainda à revista Crusoé que teria recebido uma oferta de suborno para não atrapalhar a negociação da Covaxin.

De acordo com a revista Crusoé, na conversa não foram citados valores, apenas a promessa de que a reeleição do parlamentar estaria garantida em troca do silêncio dos irmãos.

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