Coronavírus

Indonésia alarga restrições a todo o território após máximo diário de casos de covid-19

HOTLI SIMANJUNTAK

A Indonésia alargou hoje a todo o arquipélago restrições para lidar com novas infeções da covid-19, causadas pela variante Delta, um dia depois de o país ter registado um novo máximo diário de casos.

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Embora já existissem fortes restrições nas ilhas de Java e de Bali, as novas medidas anunciadas vão ser aplicadas a dezenas de cidades, desde Samatra (oeste) até à Papua Ocidental (leste).

"Os casos estão a aumentar noutras regiões e temos de ter cuidado com a vulnerabilidade dos hospitais", disseram as autoridades, acrescentando que as restrições estariam em vigor até 20 de julho.

O sistema de saúde no quarto país mais populoso do mundo está a ficar saturado com um crescente fluxo de pacientes.

Na terça-feira, o Governo comunicou um novo máximo de 31.189 infeções e 728 mortes causadas pela covid-19, ou sete vezes o número de mortes que ocorreram há menos de um mês.

As zonas afetadas pelas restrições, agora anunciadas, estão atualmente a registar muito menos casos do que a ilha de Java, onde vive metade da população da Indonésia.

Mas nestas zonas, os serviços de saúde também estão muito menos desenvolvidos e uma explosão de casos faria todo o sistema vacilar, advertiram as autoridades.

"As estruturas nestas áreas são limitadas e já sobrecarregadas", salientaram.

As restrições incluem a imposição do teletrabalho para trabalhadores não essenciais, bem como a limitação do horário de abertura de lojas e restaurantes. Locais de culto serão também encerrados nas áreas mais afetadas.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.987.613 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 184,1 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.118 pessoas e foram registados 892.741 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia ou a África do Sul.