Coronavírus

Covid-19. Internamentos e mortes incluídos como indicadores na proposta da nova matriz de risco

Especialistas sugeriram uma alteração da matriz de risco. Trata-se de uma escala de 0-100 que considera as mortes e os internamentos para medir o estado da pandemia e que acrescenta o índice de transmissibilidade e incidência, que o Governo tem usado.

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A Ordem dos Médicos e matemáticos do Instituto Superior Técnicos sugeriram esta quarta-feira uma alteração da matriz de risco com um novo indicador.

Trata-se de uma escala de zero a 100 que acrescenta aos índices de transmissibilidade e incidência, que o Governo tem usado, as mortes e os internamentos para medir o estado da pandemia. Para os peritos será, neste momento, mais realista e imediato do que avaliações a 14 dias.

O retrato atual do país está à beira da uma situação crítica. Acima de 100 é o confinamento e situa-se agora em 92,3.

Acreditam os autores do modelo que a vacinação fará baixar este valor e que uma vez completa a matriz de risco será mais ajustada para decidir medidas.

Desde março que a matriz de risco, que os especialistas apresentaram no Infarmed, é a base da avaliação semanal do Conselho de Ministros. E mesmo quando, em maio, se levantou a questão se deveria ser revista, os peritos defenderam que não e o Governo não a alterou.

Com o plano de desconfinamento congelado, há reunião no Infarmed marcada para 27 de julho.