Coronavírus

Covid-19. Brasil proíbe a exportação de seringas e consumíveis médicos

Pilar Olivares

País ampliou a lista de produtos médicos cuja exportação foi temporariamente proibida numa lei aprovada em abril de 2020.

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O Governo brasileiro proibiu a exportação de seringas, agulhas e soluções de cloreto de sódio devido à crise de saúde pública causada pela covid-19, segundo decisão divulgada esta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU).

O país ampliou a lista de produtos médicos cuja exportação foi temporariamente proibida numa lei aprovada em abril de 2020, quando houve uma subida elevada de casos de coronavírus no país sul-americano.

Itens que foram impedidos de serem comercializados no exterior incluem equipamentos de proteção individual à saúde, como luvas e máscaras, respiradores pulmonares e leitos hospitalares.

Agora, o Brasil decidiu ampliar essa restrição também a seringas, agulhas e soluções de cloreto de sódio, considerados "produtos essenciais no combate" à pandemia do coronavírus no país.

Esses três produtos são, por outro lado, de vital importância para o monitoramento da campanha de vacinação contra o coronavirus, iniciada em 17 de janeiro que, até o momento, permitiu que 17,5% da população brasileira recebesse as duas doses exigidas pela maioria das vacinas.

O avanço da vacinação e o grande número de brasileiros que foram infetados nesses 17 meses de pandemia permitiu uma queda significativa no número de casos e óbitos associados ao novo coronavírus entre 40% e 50% no último mês.

No entanto, a escassez de vacinas ainda é uma realidade neste país de 212 milhões de habitantes e, por exemplo, algumas capitais regionais do país, como o Rio de Janeiro, têm sido obrigadas a suspender a campanha de vacinação nestes dias até chegarem novas doses.