Coronavírus

E se a ciência conseguisse prever a gravidade da covid? Já é possível

Alterações nas células permitem antecipar gravidade e adaptar tratamento dos doentes.

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Um grupo de investigadores portugueses descobriu um mecanismo que permite prever o grau de gravidade da covid, doença provocada pelo coronavírus. São a última linha de defesa do sistema imunitário que entra em ação depois dos anticorpos.

Importantes no combate aos vírus, os "linfócitos T" são glóbulos brancos que, afinal, também podem antecipar se um infetado com SARS-Cov-2 vai ter doença ligeira ou grave.

A resposta está nas alterações da coroa que rodeia as células. Estas mudanças na tal coroa da célula acontecem logo no início da infeção.

São visíveis até três dias depois de um teste positivo através de uma análise ao sangue.

Permitem prever a intensidade dos sintomas e até adaptar o tratamento.

Salomé Pinho liderou a equipa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto responsável pela descoberta deste mecanismo.

O estudo foi realizado com doentes dos hospitais de Santo António e Vila Nova de Gaia. Já foi publicado numa das mais conceituadas revistas científicas internacionais e está entre os mais destacados.

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