Coronavírus

China diz que relatório dos EUA sobre origem da covid-19 não tem credibilidade

Handout .

Documento diz que origem natural ou em laboratório são hipóteses plausíveis.

A China diz que o relatório dos Estados Unidos sobre a origem da covid-19 não tem credibilidade. O documento publicado por analistas americanos diz que a origem natural ou em laboratório são hipóteses plausíveis para explicar o aparecimento do SARS-CoV-2.

Contudo, os especialistas não conseguem avançar uma conclusão concreta e dizem mesmo que a verdade pode nunca ser conhecida.

Recorde-se que um estudo conjunto da China e da Organização Mundial da Saúde, publicado este ano, descartou a teoria de que a covid-19 terá tido origem em laboratório e refere que a hipótese mais provável era a infeção de humanos através do comércio de animais selvagens.

OMS anuncia equipa que vai investigar origem do coronavírus

A Organização Mundial da Saúde anunciou em outubro a composição da equipa que irá passar a investigar novos vírus infecciosos que possam provocar pandemias e que terá como uma das missões estudar a origem do SARS-CoV-2.

A equipa integra 26 especialistas de diversas áreas, como epidemiologia, saúde animal, ecologia, medicina clínica, virologia, biologia molecular, segurança alimentar ou biossegurança, sendo os seus membros de países tão diferentes como Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Rússia, França, Alemanha, China ou Japão.

A investigação sobre a origem do vírus que provoca a covid-19 tem sido um objetivo constante da OMS, que enviou, logo em fevereiro e depois em julho de 2020, duas equipas de especialistas à China, nomeadamente à cidade de Wuhan, onde foi detetado o primeiro caso da doença.

Pequim reagiu à investigação e foi impondo sucessivos atrasos, o que dificultou a possibilidade de estudar os primeiros vestígios da infeção.

Em janeiro deste ano, uma outra equipa de dez investigadores e especialistas da OMS viajou para a China para investigar a origem do coronavírus SARS-CoV-2, mas a China continuou a dificultar a recolha de informação, como por exemplo, o nome da primeira vítima mortal da covid-19, e a entrada no mercado de Wuhan, considerado como o primeiro grande foco da pandemia.

A equipa acabou por deixar a China em meados de fevereiro, apontando duas teorias preliminares sobre as origens do vírus: através de um animal que serviu de hospedeiro intermediário para humanos ou através de algum alimento congelado.

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