Coronavírus

Covid-19: alojamento local pede reforço de apoios após “mês dramático” de dezembro

06.01.2022 17:01

A tourism tour tram drives through Lisbon, Thursday, Aug. 5, 2021. The foreign ministers of Spain and Portugal said they are seeking to reassure the U.K. government that travel to their countries by British tourists is safe, amid the COVID-19 pandemic. (AP Photo/Armando Franca)

Cancelamentos chegaram a atingir os 40% na época das festas nos maiores destinos turísticos nacionais.

Os proprietários de alojamentos locais para turismo pediram esta quinta-feira o alargamento dos apoios no âmbito da pandemia, depois do “mês dramático” de dezembro e da quebra nas reservas para este início de ano.

“Dezembro voltou a ser um mês dramático em termos de cancelamentos no alojamento local. Foi similar à vaga de junho/julho, mas com a agravante de os cancelamentos se terem concentrado maioritariamente nas poucas semanas onde há movimento no inverno: Natal e Ano Novo”, afirmou a Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), num comunicado.

Segundo dados revelados pela ALEP, os cancelamentos chegaram a atingir os 40% na época das festas nos maiores destinos turísticos nacionais, como Lisboa, Porto e Madeira.

“A agravar a situação, as reservas registam também um abrandamento muito significativo, com a maioria dos alojamentos com os calendários de janeiro e fevereiro quase vazios”, acrescentou a associação, que assegurou que sem reforço e extensão de apoios ao setor, após dois anos de pandemia, “muitos” empresários “não vão conseguir sobreviver” até à chegada da primavera, quando se espera que haja alguma normalização da atividade com a expectável contenção da covid-19.

“A ALEP apela a que, nesta fase de eleição e transição política, as atividades mais afetadas não sejam deixadas à sua sorte, sem apoios nesta reta final de crise”, lê-se no comunicado.

Em concreto, a associação propôs o reforço dos “instrumentos que já estão em funcionamento”, nomeadamente, “para os micro e pequenos empresários”, o reforço da linha de Tesouraria do Turismo de Portugal, “mas obrigatoriamente com uma componente de fundo perdido como já aconteceu no passado”.

Para as empresas, a ALEP defendeu “a continuidade de programas como a retoma progressiva em 2022”, que considerou “fundamental para manter o emprego”.

Por fim, a associação apelou a que seja adiado o início do reembolso dos empréstimos das linhas de apoio, “na maioria agendado para junho de 2022”.

“Para a ALEP é fundamental adiar o período de carência do reinício dos reembolsos por pelo menos mais um ano e sempre a seguir ao verão”, defendeu.

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