Coronavírus

Covid-19: investigador diz ser “inevitável” regresso de algumas medidas

12.05.2022 23:39

People watch the sun set from a viewpoint overlooking the Tagus river in Lisbon, Friday, Oct. 8, 2021. Portugal has scrapped many of its remaining COVID-19 restrictions, after becoming the world leader in the vaccination rollout. (AP Photo/Armando Franca)

Miguel Castanho, investigador do Instituto de Medicina Molecular, na Edição da Noite da SIC Notícias.

Miguel Castanho, investigador do Instituto de Medicina Molecular, prevê o regresso de algumas medidas para conter a pandemia de covid-19.

Em entrevista na Edição da Noite da SIC Notícias, considera que a decisão de antecipar a vacinação para maiores de 80 anos e de utentes em lares “não foi bem clarificada”.

“A vacinação neste momento coloca a questão: até que ponto conferirá proteção para o período mais crítico, que é o inverno”, refere.

O investigador do Instituto de Medicina Molecular lembra que as próximas semanas são de “bastantes festividades”: “a situação que agora começou a piorar tem todos os ingredientes para não melhorar nos próximos tempos”.

Miguel Castanho diz que é “inevitável o regresso de algumas medidas” e aponta algumas que lhe parecem mais importantes: máscara em ajuntamentos em espaços interiores, testagem e recomendação de autotestes sempre que se juntem pessoas.

“A grande prova de fogo vai ser o inverno”, considera.

Portugal ultrapassa os quatro milhões de casos de infeção

Portugal ultrapassou os quatro milhões de casos confirmados de infeção pelo SARS-CoV-2, indicam os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo os números atualizados pela OMS, o país atingiu os 4.015.440 casos de infeção e um total de 22.528 óbitos desde que foram confirmados os primeiros diagnósticos positivos, a 2 de março de 2020.

De acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde, na quarta-feira foram registados no país 24.866 novos casos de infeção e 25 mortes por covid-19.

Foram precisos cerca de 17 meses para Portugal ultrapassar a marca de um milhão de casos positivos, o que aconteceu a 14 de agosto de 2021.

O país necessitou apenas de cerca de cinco meses para passar de um para dois milhões de pessoas contagiadas, uma marca que foi atingida a 19 de janeiro, já com a variante Ómicron a ser responsável por uma parte significativa das infeções.

Desde 19 de janeiro e até 10 de fevereiro – em apenas 22 dias -, Portugal voltou a ter mais um milhão de casos de infeção pelo coronavírus que provoca a covid-19, chegando agora aos quatro milhões num período de três meses.

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