Coronavírus

Covid-19: vacinas RNA mensageiro são seguras para as grávidas

FILE – This Sept. 21, 2021 file photo shows vials of the Pfizer and Moderna COVID-19 vaccines in Jackson, Miss. Billions more in profits are at stake for some vaccine makers as the U.S. moves toward dispensing COVID-19 booster shots to shore up Americans’ protection against the virus. (AP Photo/Rogelio V. Solis)
FILE – This Sept. 21, 2021 file photo shows vials of the Pfizer and Moderna COVID-19 vaccines in Jackson, Miss. Billions more in profits are at stake for some vaccine makers as the U.S. moves toward dispensing COVID-19 booster shots to shore up Americans’ protection against the virus. (AP Photo/Rogelio V. Solis)
É o caso, por exemplo, das vacinas da Pfizer e da Moderna.

As vacinas RNA mensageiro contra a covid-19, como as da Pfizer ou da Moderna, são seguras para administração em grávidas, refere um estudo publicado esta quinta-feira na revista The Lancet.

A investigação é uma das primeiras a comparar os efeitos colaterais entre grávidas vacinadas, grávidas não vacinadas e mulheres não grávidas vacinadas.

No total, 191.360 gestantes, entre os 15 e os 49 anos, completaram o estudo sobre o estado de saúde após a primeira dose, enquanto 94.937 completaram o trabalho sobre a segunda dose.

Com estes dados, os especialistas descobriram que, sete dias após a segunda dose, 7,3% das grávidas sofriam problemas de saúde que as obrigavam a faltar ao trabalho ou à escola e necessitavam de atendimento médico para dores de cabeça, fadiga e mal-estar geral, em comparação com 11,3% de mulheres não grávidas mas que receberam a vacina.

Os investigadores também descobriram que 3,2% das mulheres grávidas não vacinadas relataram problemas de saúde semelhantes aos citados numa determinada semana, sugerindo que alguns dos efeitos observados em mulheres grávidas vacinadas podem não estar relacionados às vacinas de DNA mensageiro.

Outra das conclusões é que não há diferenças significativas nas taxas de problemas de saúde mais graves em nenhum dos grupos analisados.

No início das campanhas de vacinação contra a covid-19, a adesão era baixa entre as mulheres grávidas devido a preocupações com a disponibilidade de dados e segurança da vacina

O especialista, do Hospital Infantil da Colúmbia Britânica, referiu também que há ainda "uma adesão abaixo da média entre as mulheres não grávidas em idade reprodutiva".

Para o investigador, estes trabalhos são importantes para entender quais as "taxas de efeitos adversos" que afetam as grávidas após as diferentes fases de vacinação.

Esta informação deve ser utilizada para explicar às mulheres grávidas os efeitos colaterais que podem experimentar nos sete dias após a vacinação

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