Dezoito de março de 2020. Dias depois de terem sido identificados os primeiros casos de covid-19 em Portugal, o Presidente da República decretou estado de emergência no país e os portugueses tiveram de se adaptar a uma nova forma de viver e a regras que incluíam, por exemplo, a proibição de circulação entre concelhos.
Face à "situação excecional de saúde pública mundial e à proliferação de casos registados de contágio de COVID-19", o Governo de António Costa informou que, naquele momento, a prioridade era "prevenir a doença, conter a pandemia, salvar vidas e assegurar as cadeias de abastecimento fundamentais de bens e serviços essenciais".
Ao longo do tempo em que a pandemia vigorou, o estado de emergência foi declarado 15 vezes por Marcelo Rebelo de Sousa.
Máscara, teletrabalho e confinamento
Ao longo das várias ondas pandémicas, os portugueses conheceram uma nova realidade: a máscara passou a ser obrigatória, o teletrabalho foi recorrente e cafés, restaurantes e lojas adotaram regras sanitárias e limitações de ocupação.
Nos piores períodos da pandemia, as medidas foram ainda mais restritivas, desde os confinamentos de toda a população, que levaram a cidades desertas, passando pela proibição de circulação entre concelhos em determinados dias e controlo de fronteiras, até ao impedimento de ajuntamentos na via pública e de visitas a hospitais e lares de idosos.
Mas foi a decisão de fechar as escolas uma das que gerou mais controvérsia, com alunos e professores a terem de se adaptar às aulas online, um encerramento que começou em meados de março de 2020, poucos dias depois de ter sido conhecido o primeiro caso positivo de infeção no norte do país.
Registadas mais de 5,6 milhões de infeções
Cerca de 29 mil pessoas morreram em Portugal devido à covid-19, mas, passados cinco anos do início da pandemia, o número de óbitos baixou drasticamente e o coronavírus evoluiu para uma forma menos letal. No entanto, o risco de evolução para variantes mais agressivas continua a existir, alertam especialistas.
Em 02 de março de 2020 foram notificados os primeiros casos em Portugal e, desde então, foram registadas mais de 5,6 milhões de infeções com o coronavírus que provoca a covid-19, o equivalente a 53% dos cerca de 10,6 milhões de residentes no país, de acordo com os últimos dados da Direção-Geral da Saúde.
OMS declara fim da pandemia em 2023
Em maio de 2023, a OMS declarou o fim da emergência de saúde para a covid-19 a nível global, baixando o nível mais alto de alerta que estava em vigor para a pandemia, mas alertando que a doença não tinha terminado como ameaça de saúde pública.
Com Lusa


