Crise Migratória na Europa

Turquia acusa Grécia de disparar sobre migrantes

Turquia acusa Grécia de disparar sobre migrantes

Atenas nega as acusações feitas por Ancara.

Os repórteres que estão junto à fronteira dizem que é impossível perceber, exatamente, quem disparou sobre quem e que, para além das balas que feriram duas pessoas, o gás lacrimogéneo foi, seguramente, lançado tanto do lado grego quanto do lado turco.

Mas Atenas desmente, categoricamente, ter efetuado quaisquer disparos, que não tenham sido os de gás lacrimogéneo e acusa a Turquia de lançar acusações falsas.

As autoridades turcas falam em 6 feridos e dizem que um deles acabou por morrer no hospital.

No destas trocas de acusações, estão milhares de migrantes, sobretudo sírios, acampados juntos à zona que separa os dois países, em Kastanies, nas margens do rio Evros.

Os confrontos, esta quarta feira, começaram quando alguns migrantes tentaram cortar o arame farpado instalado do lado grego e que foi reforçado nos últimos dias.

Várias ambulâncias e carros de bombeiros foram chamados ao setor turco.

Também em Lesbos, Chios e Samos, a situação é cada vez mais tensa.

A população das ilhas exige que o governo de Atenas controle as vagas de migrantes que ocupam as ruas e que transformaram alguns dos mais famosos destinos turísticos da região, em mega campos de refugiados.

Desde sexta feira passada, quando a Turquia decidiu abrir as fronteiras, e deixar sair milhares de pessoas, que recomeçaram a chegar às ilhas gregas dezenas de barcos que atravessam o Mediterrâneo, desde a costa turca.

Os que conseguem fazer a travessia, acumulam-se nas ilhas, de onde muito dificilmente conseguirão seguir viagem para o continente.

Politicamente, é evidente que Ancara está a usar os migrantes, sobretudo os sírios, como forma de pressão sobre a União Europeia.

Recep Erdogan acusa a Grécia de estar a violar os direitos humanos ao não aceitar receber os refugiados.

A Turquia quer o apoio, inequívoco, de Bruxelas contra o regime da Síria e o grande aliado de Damasco, a Rússia.

A tensão aumentou depois dos ataques, que mataram dezenas de soldados turcos, na província de Idlib, no noroeste da Síria, onde a Turquia apoia, militarmente, os rebeldes que lutam contra o governo de Bashar al-Assad.

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