Crise Migratória na Europa

Morreu o imigrante ferido na queda de uma cerca no porto de Ceuta

BRAIS LORENZO

Em consequência de um grave traumatismo craniano.

O jovem imigrante marroquino, que se feriu ao cair de uma cerca de 10 metros no porto de Ceuta, morreu hoje em consequência de um grave traumatismo craniano, informaram fontes de saúde à agência Efe.

A vítima, cuja idade ainda não foi revelada, foi internada na sexta-feira à noite em estado grave no Hospital Universitário de Ceuta.

Segundo fontes policiais, o acidente ocorreu no cais de La Puntilla, nas proximidades da estátua de Hércules, onde o imigrante se encontrava com outros compatriotas.

Por razões ainda desconhecidas, o jovem correu para o vazio, tendo os agentes da Polícia Portuária e da Guarda Civil acorrido ao local.

O jovem ainda chegou a ser assistido no local e transportado para o hospital, onde acabou por morrer após sofrer um grave traumatismo craniano.

Nessa zona do porto, os imigrantes tendem a acumular-se à espera de conseguir chegar a um dos barcos que estão atracados no porto de Ceuta para desembarcarem na Península, refere a Efe.

Segundo a Agence France-Presse (AFP), os residentes da cidade multiétnica de Ceuta, em Espanha, estão habituados a estar nos noticiários sempre que a frágil aliança entre Espanha e Marrocos é abalada.

A cidade de Ceuta está intimamente ligada a Marrocos culturalmente, com 40% da sua população muçulmana, mas também está separada por cercas de alto perímetro que distinguem os dois extremos de pobreza e prosperidade.

Quando as relações atingiram o ponto mais baixo em duas décadas, esta semana, devido à ajuda da Espanha a um dos maiores inimigos do Marrocos, "Ceutis", como são conhecidos os habitantes locais, foram confrontados com a chegada repentina de milhares de migrantes africanos com simpatia, preocupação e, em alguns casos, hostilidade.

A chegada de oito mil migrantes em apenas 48 horas numa cidade de 85 mil habitantes foi mais do que o resultado de relações tensas entre aliados.

Com a fronteira fechada, mais de 30 mil trabalhadores, que costumavam cruzar a fronteira diariamente, ficaram desempregados durante grande parte do ano passado.

Mesmo antes da pandemia, vozes nacionalistas em Rabat já reviviam velhas reivindicações sobre Ceuta e Melilla, o segundo enclave costeiro da Espanha no Norte da África, o que alimentou o sentimento anti-marroquino em Ceuta, explorado pelo novo partido de extrema direita da Espanha, o Vox.

O governo de Rabat negou ter afrouxado o controlo da fronteira para permitir que os migrantes cruzassem, culpando o tempo.

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