Crise na Venezuela

Presidente do Brasil convoca reunião de emergência para discutir a situação na Venezuela

RAYNER PENA

O Brasil faz fronteira com a Venezuela no estado de Roraima, que tem recebido desde 2015 milhares de venezuelanos em fuga da crise social, política e económica do seu país.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, convocou uma reunião de emergência para discutir a situação na Venezuela na sequência das movimentações militares naquele país, anunciou o vice-Presidente.


Segundo Hamilton Mourão, a reunião está marcada para as 12:30 (16:30 em Lisboa).


A reunião contará com a presença de Bolsonaro, Mourão e dos ministros Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e o general Fernando Azevedo, que ocupa a pasta da Defesa.


O Brasil faz fronteira com a Venezuela no estado de Roraima, que tem recebido desde 2015 milhares de venezuelanos em fuga da crise social, política e económica do seu país.


O deputado (membro da câmara baixa parlamentar) Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro, faz hoje uma visita às instalações da Operação Acolhida - criada para atender os imigrantes venezuelanos - na cidade de Pacaraima, localizada na fronteira do Brasil com a Venezuela.


O Governo brasileiro já manifestou publicamente inúmeras vezes o repúdio ao regime do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, tendo ainda apoiado oficialmente o autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó.


Guaidó anunciou hoje que os militares deram "finalmente e de vez o passo" para o acompanhar e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.


"O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje", disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual está acompanhado por um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.


O Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou, por seu lado, que está a enfrentar um golpe de Estado, de "um reduzido grupo de militares traidores" que estão a ser neutralizados.


"Informamos o povo da Venezuela que neste momento estamos a enfrentar e desativar um reduzido grupo de militares traidores que se posicionaram no Distribuidor Altamira (leste de Caracas), para promover um golpe de Estado contra a Constituição e a paz da República", anunciou o ministro da Comunicação e Informação venezuelano na sua conta do Twitter.

Lusa

  • O que houve de melhor no SBSR
    11:16
  • Descobrir as rotas do Alentejo
    14:59