Crise na Venezuela

Juan Guaidó quer Conselho de Estado Plural para convocar eleições presidenciais na Venezuela

Manaure Quintero

Presidente da Assembleia Nacional quer novas eleições no país enquanto lança acusações de sabotagem e diz que vai entregar à ONU provas de violações dos Direitos Humanos na Venezuela.

Segundo o líder opositor, com a criação do Conselho de Estado Plural a oposição ratifica o plano centrado numa mudança de regime no país.

"Temos uma proposta concreta contra a usurpação, a fome e a miséria: a formação de um Conselho de Estado plural para poder atender o povo e convocar eleições presidenciais livres, justas, transparentes e garantias para todos", anunciou, através da sua conta no Twitter.

A proposta conta "com o apoio de todos os setores sociais e políticos da Venezuela, a aprovação unânime da AN, o aval da comunidade internacional e o acompanhamento dos venezuelanos", disse.

"Ratificamos a nossa proposta de solução para a crise em nosso país. Que o usurpador diga ao seu entorno, às Forças Armadas e aos venezuelanos que esta proposta, que já conta com o apoio do mundo livre, não é viável nem constitucional (..) Se o regime pretende reincidir em farsas, apenas piorará o conflito. Acelerar a mudança depende de todos, por isso estaremos unidos em todas as frentes, procurando mais apoio e pressão (contra o regime). Estamos perto da vitória da Venezuela!", disse Guaidó.

Nicolas Maduro ao lado do Presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello

Nicolas Maduro ao lado do Presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello

Fernando Llano

Gaidó diz que vai entregar provas à ONU e acusa presidente da Assembleia Constituinte de sabotagem

Durante a instalação do Congresso Político da Frente Ampla para a declaração de Unidade Nacional, Guaidó anunciou que vai entregar à ONU provas de violações dos Direitos Humanos na Venezuela.

Juan Guaidó acusou o presidente da Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime), Diosdado Cabello, de estar a "sabotar" o acordo assinado na passada segunda-feira, entre quatro pequenos partidos opositores e o Governo venezuelano.

"Cabello sabotou o acordo entre eles", disse. Segunda-feira, o Governo do Presidente Nicolás Maduro e quatro pequenos partidos opositores (Avançada Progressista, Soluções para a Venezuela, Movimento Ao Socialismo e Cambiemos) chegaram a um acordo para instalar uma nova mesa de diálogo.

O acordo foi assinado em Caracas, na Casa Amarilla (Ministério dos Negócios Estrangeiros), e prevê, entre outras coisas, que os deputados do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) regressem de imediato ao parlamento (onde a oposição detém a maioria), acusado de desacato pelo regime.

Também que seja formado um novo Conselho Nacional Eleitoral, que sejam dadas garantias aos processos eleitorais e que alguns presos políticos beneficiem de medidas alternativas à prisão.

Com Lusa

Com Lusa