Cristiano Ronaldo concedeu, três anos depois, uma segunda entrevista ao jornalista Piers Morgan, promovida como a “mais pessoal e reveladora” da vida de CR7.
Da ausência no funeral de Diogo Jota às metas a alcançar no Mundial do próximo ano, passando pelas preocupações com a condição física ou o papel de Sir Alex Ferguson na sua vida, foram diversos os temas em cima da mesa. Isto depois de, na primeira parte, Ronaldo ter falado sobre os planos para o adeus aos relvados, o pedido de casamento a Georgina Rodríguez, entre outros assuntos.
A segunda parte desta entrevista foi divulgada esta tarde no YouTube. Veja abaixo na íntegra:
A morte de Diogo Jota e a ausência no funeral
O primeiro tema a ser abordado é a morte do antigo colega de equipa na Seleção Nacional Diogo Jota. Ronaldo revela que estava com Georgina, no ginásio de casa, quando recebeu a notícia.
“Não acreditei quando me enviaram a mensagem. Chorei muito, a Gio pode confirmar isso. Foi um momento muito muito difícil para o país, para a família, para os amigos”, afirma.
Cristiano recorda Diogo Jota como "um dos nossos. (…) Uma excelente pessoa, muito equilibrado. Gostava muito dele, partilhámos grandes momentos."
Questionado sobre a ausência no funeral, revela que falou com a família de Diogo Jota e prestou-lhes apoio.
“As pessoas criticam-me muito, mas quando a tua consciência está bem não te preocupas com isso.”
Ronaldo conta também que desde que o pai morreu nunca mais visitou um cemitério e lamenta que, onde quer que vá, tudo se transforme num circo: “A atenção vira-se para mim e eu não queria isso. (…) Num momento tão delicado, senti-me bem com a minha decisão”, garante.
“Ajo por trás das câmaras, não preciso de aparecer para fazer as coisas”, conclui CR7.
O segredo para a forma física e as referências no desporto
Depois de tocar nos abdominais de Cristiano, Piers Morgan pergunta-lhe se sente que tem a forma física de uma pessoa com 28 anos.
"Fisicamente, acho que pareço mais novo do que sou. Comecei a fazer ginásio aos 12 anos, tento manter uma consistência na minha vida. Durmo bem, faço uma boa recuperação, trabalho bem no ginásio. É apenas consistência, se a tiveres torna-se fácil", diz CR7.
Questionado sobre que atletas o inspiram, Ronaldo começa por afirmar: “Inspiro-me a mim mesmo”. Ainda assim, vê "bons exemplos noutros desportos. LeBron James Também tem 40 anos. Tenho mais cabelo do que ele. Ainda joga basquetebol e está numa boa forma. Modric, da minha idade. Djokovic também".
“[Jogadores] acham que sabem tudo e não aprendem mais”
Dentro do relvado, Ronaldo responde que sempre foi “um finalizador de topo” quando Piers Morgan lhe pergunta se se considera atualmente um melhor finalizador.
“Agora foco-me mais nisso por causa da idade. Tens de melhorar outras coisas. Estou focado em estar bem mentalmente, fresco. Estou a adaptar-me, mas claro que, nos primeiros anos, não estava no topo. Depois dos 25 acho que era semelhante ao que sou agora”, afirma.
Sobre a evolução ao longo da carreira e os desafios que a veterania lhe trouxe, Ronaldo deixa críticas aos colegas de profissão: "Acho que esse é o grande problemas dos jogadores, acham que sabem tudo e não aprendem mais. Os jogadores depois dos 30 anos acabam por cair, mas eu sou o oposto. Podem dizer o que quiserem porque às vezes as pessoas que falam de futebol não sabem nada".
“Portugal ganhar um Mundial será um choque? Sim”
Cristiano Ronaldo garante que vencer o Mundial pela Seleção Nacional “não é um sonho” e não mudará o seu nome na história. Assegura também que não tem em mente o momento em que poderá atingir o 1000.º golo da carreira, algo que pode vir a concretizar-se durante o Campeonato do Mundo.
“Quantos Mundiais venceu a Argentina antes de Messi? São países habituados a ganhar grandes competições. Se o Brasil vencer o Mundial vai ser uma surpresa? Não. Se Portugal ganhar o Mundial será um choque? Sim. Mas na minha cabeça não penso dessa forma. Claro que quero ganhar, mas não vai mudar a forma como vejo o futebol”, garante CR7.
Ronaldo defende também que ganhou o direito de ser considerado o melhor futebolista de sempre, mas prefere desvalorizar essa questão: “A história fala por si”.
"Vou ter sempre Alex Ferguson no coração"
O passado no Manchester United voltou a ser mencionado, desta vez para falar de Sir Alex Ferguson: "É um grande homem. Vou tê-lo sempre no meu coração, ajudou-me na minha carreira".
Foi ou não o melhor treinador que Ronaldo teve ao longo da carreira? "Depende. Tive a oportunidade de trabalhar com os melhores do mundo, sou sortudo. Mencionar apenas um não é correto, não sou esse tipo de pessoa. Gosto de dizer que todos me ajudaram a ser o que sou agora".
Os elogios a Donald Trump
Depois de Piers Morgan lembrar que o Presidente dos EUA recebeu uma camisola de Ronaldo oferecida pelo então primeiro-ministro António Costa, CR7 afirma que Trump "é uma das pessoas que pode mudar, ou ajudar a mudar o mundo, e esse é o meu objetivo principal”.
“Ele é uma das pessoas mais importantes, é uma das pessoas que quero conhecer. Desejo fazê-lo um dia, se tiver a oportunidade… Diz-lhe que uma das pessoas com quem me quero sentar e ter uma boa conversa é o Donald Trump. Aqui, na América, onde quiserem. Desejo conhecê-lo um dia para me sentar com ele, é uma das pessoas de que gosto mesmo porque acho que ele consegue fazer as coisas acontecer e eu gosto de pessoas assim“, afirma Cristiano Ronaldo.
O jornalista responde-lhe que pode "fazer acontecer” o encontro entre os dois, dada a amizade que mantém com Trump.
Ainda sobre Donald Trump, Cristiano revela que “ninguém sabe”, mas os dois têm “algo em comum, algo que partilhamos”, mas não o revela nesta entrevista.

Esta sexta-feira serão, por fim, divulgados excertos adicionais desta extensa entrevista de Cristiano Ronaldo a Piers Morgan.

