Daesh

Mulher que fugiu do Reino Unido para se juntar ao Daesh impedida de regressar 

Shamima Begun juntou-se ao Daesh quando tinha 15 anos.

Uma mulher, que em adolescente fugiu para a Síria para se juntar ao Daesh, não poderá voltar ao Reino Unido e lutar pela sua cidadania, de acordo com a decisão do Supremo Tribunal britânico, citada pela agência Associated Press.

Shamima Begum foi uma das três estudantes que fugiram de Londres e viajaram para a Síria, em fevereiro de 2015. Quando se juntou ao Daesh, tinha 15 anos.

A mulher, agora com 21 anos, foi encontrada num campo de refugiados na Síria, controlado pelo exército, onde disse aos jornalistas que queria regressar ao Reino Unido. No entanto, em 2019, o Ministério do Interior britânico revogou a sua cidadania por motivos de segurança nacional.

Em julho do ano passado, um tribunal da Relação decidiu que a única maneira justa de Shamima Begum avançar com o processo, para voltar a obter a cidadania, seria permitir que entrasse no Reino Unido, uma vez que não conseguiria apelar contra a decisão a partir do campo de refugiados, no norte da Síria.

Perante a decisão, o ministério recorreu ao Supremo Tribunal para reconsiderar a conclusão do Tribunal da Relação, defendendo que a permissão para regressar ao Reino Unido "iria criar um risco significante na segurança nacional".

Esta sexta-feira, numa decisão unânime, o presidente do Supremo Tribunal concordou que o Governo britânico tem o direito de impedir a mulher de regressar.

O Ministério do Interior afirma que a mulher tem descendência bengali e que podia dirigir-se ao Bangladesh. Shamima Begum diz que não é cidadã de mais nenhum país e que a decisão do ministério a deixou apátrida.