Europeias 2019

Verdes ganham terreno no Parlamento Europeu e acolhem estreante PAN

ANTONIO COTRIM

Na legislatura anterior, o grupo dos Verdes não contou com nenhum dos 21 eurodeputados portugueses na lista dos seus 50 eleitos.

O Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia ganhou terreno e tornou-se na quarta maior força do Parlamento Europeu, ao conseguir quase 70 eleitos, um dos quais o eurodeputado português do PAN, que se estreia na assembleia europeia.

Numa altura em que as manifestações pelo clima estão na ordem do dia e em que o fim do plástico se tornou numa luta comunitária, as eleições para o Parlamento Europeu que decorreram entre quinta-feira e domingo, revelaram a ascensão de vários partidos ecologistas na União Europeia (UE).

Uma "onda verde" na UE, como afirmou o eurodeputado ecologista holandês Bas Eickhout.

Segundo os resultados provisórios mais recentes, de perto da meia-noite (hora de Lisboa), os Verdes europeus conseguiram 67 assentos, tirando o lugar aos Reformistas e Conservadores Europeus (que conseguiu 61) e tornando-se na quarta força mais votada nestas eleições europeias, que elegeram um total de 751 eurodeputados.

A predominar na assembleia europeia continuam, ainda assim, o Partido Popular Europeu (PPE), com 180 eleitos, a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), com 152, e a Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), com 105, de acordo com os mesmos resultados provisórios.

Do lado ecologista, as principais surpresas vieram da Alemanha, da Áustria, da Holanda e da Irlanda.Na Alemanha, os Verdes foram o segundo partido mais votado, elegendo 22 eurodeputados, contra 13 há cinco anos.

Naquele país, os Verdes nunca tinham conseguido um resultado tão alto num escrutínio ao nível nacional, nem próximo.Nas europeias de há dez anos, chegaram aos 12%, mas agora transformam-se na força de esquerda mais votada do país.

Na Áustria, os Verdes foram o terceiro partido mais votado e na Holanda e na Irlanda foram o quarto.

A estrear-se em Estrasburgo, no próximo mandato, está o partido português Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que elegeu um eurodeputado pela primeira vez no domingo.

Ainda antes de serem conhecidos os primeiros resultados, já o Parlamento Europeu tinha anunciado, em Bruxelas, que se o PAN elegesse eurodeputados estes iriam ser integrados nos Verdes europeus, como requerido por aquela família política.

O novo membro português da bancada ecologista europeia é, assim, Francisco Guerreiro, cabeça de lista do PAN às europeias e agora primeiro eurodeputado do partido.

Na legislatura anterior, entre 2014 e 2019, o grupo dos Verdes não contou com nenhum dos 21 eurodeputados portugueses na lista dos seus 50 eleitos.

Lusa