Eleições Legislativas

CDS critica “animalismo radical” do PAN e quer pegar a esquerda “pelos cornos”

16.01.2022 16:41

Francisco Rodrigues dos Santos from CDS party speaks on the first day of the Europe and Freedom Movement congress, on May 25, 2021, in Lisbon Congress Center, Portugal. The Europe and Freedom Movement congress will last for two days. A congress made for the right-wing parties, where their leaders will speak over the two days. (Photo by Nuno Cruz/NurPhoto via Getty Images)

Francisco Rodrigues dos Santos sublinha que o CDS “sempre foi um partido que defendeu a bandeira do mundo rural”.

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, criticou este domingo o “animalismo radical” do PAN, que é contra as touradas, e disse que na política gostaria de “pegar a maioria de esquerda pelos cornos”.

Francisco Rodrigues dos Santos esteve este domingo junto à praça de touros Celestino Graça, em Santarém, numa ação de campanha para as eleições legislativas de dia 30 e recebeu um barrete de forcado oferecido pelo presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados.

Na ocasião, Diogo Durão desafiou também o líder do CDS-PP para um dia se juntar aos forcados na arena.

Na resposta, o presidente centrista disse que já era aficionado antes de entrar na política e que quando frequentou o Colégio Militar ensaiou “as artes do forcado”.

“No futuro, quem sabe, se não poderei estar mesmo na arena e de caras, que eu gosto de pegar o touro pelos cornos, e nestas eleições legislativas é isso que eu também vou fazer”, disse.

Na política, o seu alvo é a esquerda: “Eu quero pegar a maioria de esquerda pelos cornos no Parlamento para depois a neutralizar e poder abrir espaço a uma nova maioria de direita que permita ao CDS estar no Governo de Portugal”.

Apontando que o CDS “sempre foi um partido que defendeu a bandeira do mundo rural”, salientou que “hoje é urgente fazê-lo, contra os partidos animalistas radicais que têm uma agenda ditatorial que quer destruir o modo de vida de quem vive do campo”.

“Faz sentido, em nome da liberdade, que o CDS afirme estes valores enquanto partido da lavoura, que representa todos aqueles que no interior do nosso país fazem vida destas atividades do mundo rural”, defendeu o líder centrista, considerando que os agricultores, caçadores ou os pescadores “são os verdadeiros ambientalistas”.

Recusando que a ruralidade e conservacionismo sejam “valores ultrapassados”, Rodrigues dos Santos defendeu que quem pensa assim é que faz com que o interior do país “esteja sem apoios, desertificado e completamente votado ao abandono”.

E criticou que o PAN “que vale 140 mil votos quando há três milhões de aficionados”, quer “impor o seu modo de vida urbano a quem vive no interior e tem uma vida de ruralidade”.

“Defendemos o mundo rural contra o animalismo radical, contra aqueles que querem animalizar as pessoas e humanizar os animais e queremos defender esta agenda desde logo permitindo que a tauromaquia, que está descrita na lei como uma arte performativa com raízes culturais e profundas na sociedade portuguesa possa estar equiparada a todos os outros espetáculos culturais, tendo o IVA a 6%”, apontou.

Francisco Rodrigues dos Santos acusou também o partido liderado por Inês Sousa Real e a ministra da Cultura, Graça Fonseca, de querem “impor uma ditadura do gosto” e garantiu que “o CDS vai fazer voz grossa contra estas políticas discriminatórias”.

O cabeça de lista por Santarém, Pedro Melo, círculo pelo qual o partido não elegeu deputados nas últimas eleições legislativas, em 2019, pediu “respeito pela tauromaquia” e garantiu que o setor conta com o CDS para isso.

O presidente do CDS aproveitou para assinalar também que no programa eleitoral o CDS defende que 1% do Orçamento do Estado seja destinado à cultura.

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