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Legislativas: CDS diz que Costa é “papão dos empresários” e deve pedir desculpa por nacionalização da TAP

19.01.2022 09:36

epa09694006 The president of the CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos (R), listens to the explanations of the head of the party’s list for the district of Beja, Francisco Palma, at the Alqueva Dam, during a campaign for the legislative elections, Moura, Portugal, 18 January 2022. On 30 January more than 10 million voters living in Portugal and abroad are on the electoral rolls on for the choice of the 230 deputies for the Portuguese Parliament. EPA/NUNO VEIGA

O líder centrista considerou que “António Costa, pela forma como tratou David Neeleman, demonstra a arrogância com que trata os empresários”.

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, acusou o primeiro-ministro de ser um “papão dos empresários” e de os tratar com arrogância e defendeu que António Costa deve pedir desculpa aos portugueses pela nacionalização da TAP.

No primeiro jantar-comício da campanha para as eleições legislativas de dia 30, na terça-feira à noite, num hotel em Albufeira (distrito de Faro), o presidente do CDS-PP discursou durante mais de meia hora, com a economia como tema central.

A iniciativa juntou cerca de uma centena de apoiantes, e antes de o jantar ser servido, o presidente do CDS-PP foi pelas mesas e cumprimentou os presentes.

Para o seu discurso, um dos temas escolhidos foi a TAP e o pedido de desculpas exigido pelo ex-acionista David Neeleman ao primeiro-ministro por ter “faltado à verdade” com declarações que afetaram o seu “nome e reputação”.

O líder centrista considerou que “António Costa, pela forma como tratou David Neeleman, demonstra a arrogância com que trata os empresários”.

“Numa altura em que toda a Europa se preocupa em tornar os seus países atrativos para a captação de investimento estrangeiro, António Costa afigura-se em Portugal como o papão dos empresários e do investimento estrangeiro em Portugal, agredindo e ofendendo aqueles que podem de facto colocar a nossa economia a mexer, captando dinheiro, construindo riqueza e depois sim ela ser distribuída através de uma justa repartição”, sustentou.

“Isto demonstra bem a atitude que este PS, casado com extrema-esquerda, tem perante a iniciativa privada”, comentou, defendendo que “a única coisa que o PS tem para oferecer ao país é impostos, é taxas, é regulamentação, é um Estado cada vez mais gordo, é escravatura fiscal da economia e o seu esmagamento através da carga fiscal”.

Francisco Rodrigues dos Santos advogou que o primeiro-ministro “deve pedir desculpa aos empresários”.

“Porque eles sim são o motor da nossa economia, e mais empresários tivéssemos, mais o nosso país crescia”, sustentou.

Mas, continuou o centrista, deve também “pedir desculpa a todos os portugueses porque a nacionalização da TAP foi um negócio ruinoso, foi um negócio que se transformou num buraco negro que está a consumir rendimentos das famílias através destas consecutivas injeções, sendo a última de três mil milhões de euros”, valor que “fazia falta à economia e às empresas”.

Falando em “negociatas socialistas”, Francisco Rodrigues dos Santos apontou que os portugueses estão “a pagar a fatura do modelo socialista que tem atrasado o país”.

Na sua intervenção no jantar-comício, na primeira e única passagem da caravana centrista pelo Algarve, o presidente do CDS-PP defendeu também que o voto útil, ideia que PS e PSD vão “ensaiar muito até ao dia das eleições”, “morreu em 2015”, quando se inaugurou “uma nova praxe na Assembleia da República onde já não é preciso ficar em primeiro lugar e vencer as eleições para se governar”.

E insistiu que “um voto no CDS nunca será um voto desperdiçado” porque contribuirá para “uma nova maioria de direita no parlamento, que permita à direita governar Portugal”.

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