Eleições Legislativas

O que mudou para os isolados poderem ir às urnas no próximo dia 30?

O que mudou para os isolados poderem ir às urnas no próximo dia 30?

Nas eleições anteriores, os eleitores que ficassem em isolamento após o fim do prazo para fazer o pedido de voto, não poderiam exercer o seu direito.

A menos de duas semanas das eleições legislativas, a 30 de janeiro, Portugal ultrapassou esta quarta-feira os 2 milhões de casos de covid-19, com um novo máximo diário de 52.549 infeções.  

O número foi atingido no mesmo dia em que o Governo anunciou que quem estiver infetado ou em isolamento, nas eleições, vai poder exercer o seu direito de voto.  

Esta é uma medida nova e introduzida nestas eleições legislativas, depois de nas presidenciais de 24 de janeiro e nas autárquicas de 26 de setembro de 2021, os infetados e isolados não terem tido a mesma oportunidade.  

Nas eleições anteriores, quem estava infetado ou em isolamento teria de pedir para votar antecipadamente. Caso ficasse em confinamento obrigatório após o fim do prazo para fazer o pedido, não poderia votar.  

Porquê esta medida? 

Na conferência de imprensa, o secretário de Estado Adjunto esclareceu que o modelo de voto em confinamento obrigatório “praticamente, vai deixar de ter aplicação”, uma vez que o número de dias de isolamento foi reduzido para sete.  

Sendo que a votação em confinamento acontece a 25 e 26 de janeiro, com as inscrições abertas de 20 e 23, “há a necessidade de alterar tudo isto”, afirmou Antero Luís.

Já a ministra da Administração Interna explicou que, comparativamente às presidenciais (altura de pico da pandemia), há agora um maior número de isolados e que isso pode influenciar o resultado das eleições.  

“O problema que tínhamos nas últimas eleições ampliou-se porque teremos mais pessoas infetadas (…) Isso altera radicalmente os dados do problema, porque efetivamente pode influenciar o resultado eleitoral. É uma razão pelo qual hoje temos esse cuidado e anteriormente não tivemos necessidade de o fazer.” 

Francisca van Dunem, ministra da Administração Interna

Infetados ou em isolamento vão poder sair para votar 

A ministra da Administração Interna anunciou esta quarta-feira que quem estiver infetado ou em isolamento, no dia 30 de janeiro, vai poder exercer o seu direito de voto. No entanto, o Governo recomendará “um horário específico” para que o façam. 

“Apesar de não estar mencionado nas conclusões, o texto aponta também no sentido de que a administração eleitoral deva recomendar a estas pessoas que votem eventualmente dentro de um horário específico para se evitar uma aglomeração muito grande de pessoas infetadas e não infetadas”, explicou. 

Deste modo, o Governo recomendará que estes cidadãos o façam num “período” concreto que, apesar de ainda não estar definido, a ministra aponta para que seja “no final do dia” das eleições, na “última hora, entre as 18:00 e as 19:00“. 

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros vai fazer a alteração da resolução que vai permitir às pessoas que estão em isolamento no dia das eleições sair de casa para votar.

Portugal ultrapassa os dois milhões de infetados 

Portugal ultrapassou esta quarta-feira os 2 milhões de infetados pelo coronavírus, desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020.  

Este número equivale a cerca de 20% da população e é alcançado depois dos 52.450 casos registados esta quarta-feira, um novo máximo de infeções diárias.  

Nos primeiros 19 dias deste ano, Portugal já registou 12 dias com mais de 30 mil casos diários. 

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