António Costa desvaloriza o adiamento do novo ciclo político e diz que há um Governo em gestão e um Orçamento do Estado, em duodécimos, até que tudo esteja resolvido, no entanto, admite que foi obrigado a rever todo o plano para a formação do novo Executivo.
Estava previsto que esta reunião da comissão política do PS fosse o tiro de partida para a formação do Governo, mas o Tribunal Constitucional estragou os planos que tinham sido desenhados ao pormenor por António Costa.
Quem aguardava um telefonema pode ter de continuar à espera algumas semanas para saber se entra ou sai do Governo, como a ainda ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ou Ricardo Pinheiro, o mais provável sucessor.
Juntos, chegaram dois dos mais prováveis candidatos ao Ministério da Justiça, numa altura em que as apostas vão quase todas para Alexandra Leitão, mas com João Tiago Silveira em lista de espera.
Na reunião, nada seria dito sobre o novo Governo, o número de Ministérios ou os candidatos do partido a cargos de relevo.
Será igualmente necessário continuar a esperar para saber quem fica com a liderança parlamentar e a Presidência da Assembleia da República, ou se Manuel Alegre e Ferro Rodrigues, da ala esquerda socialista, vão para o Conselho de Estado, substituindo Francisco Louçã e Domingos Abrantes, que o PS tinha indicado em nome do BE e do PCP.
Duarte Cordeiro, que deixará os assuntos parlamentares e já se prepara para ser o próximo ministro do Ambiente, chegou com o novo deputado Francisco César, para quem pode estar reservado um lugar visível.
Estão todos preparados, mas para esperar, pelo menos, até meio de março, e alguns até podem ter ido à comissão política tratar já das futuras equipas de secretários de Estado, porque, quanto ao próximo Orçamento de Estado, é bem possível que tenham de esperar até junho, ou quase.
