O presidente do PSD recusou-se, esta sexta-feira, a comentar cenários mais adversos aos sociais-democratas pós-eleições, alegando que isso é futurologia, e visou o líder do PS dizendo estar em causa a escolha de um primeiro-ministro fiável e estável.
Luís Montenegro falava aos jornalistas a meio de uma ação de rua em Porto de Mós, no distrito de Leiria, em que teve uma preocupação central de mensagem - e de imagem - com os cidadãos idosos.
Interrogado sobre a possibilidade de a Aliança Democrática (AD) sair das eleições com uma maioria reduzida sem garantias de condições de governabilidade e, também, sobre a eventualidade de ter de decidir se viabiliza ou não um eventual Governo socialista, Luís Montenegro recusou-se a responder.
O líder do PSD dramatizou o apelo à mobilização de todos que querem estabilidade para que não aconteça como há dez anos e alguns eleitores "acordem com um Governo diferente daquele que queriam".
Num almoço com autarcas, em Pombal, Luís Montenegro pediu ajuda a esta rede para, nos dois próximos domingos, garantir "o reforço das condições de estabilidade, o reforço das condições de governabilidade" da AD.
"Se ainda não decidiram, pensem qual é o voto que lhes dá estabilidade e o Governo que eles querem para não acordarem, como aconteceu Há dez anos, na segunda-feira com um Governo diferente daquele que queriam", disse, referindo-se às eleições de 2015 em que a coligação PSD/CDS venceu, mas foi o PS que governou, com um acordo à esquerda.
- Com Lusa