Eleições Legislativas

Luís Montenegro relembra fantasmas do passado e recusa comentar cenários pós-eleições

O chefe do Governo elevou o tom na dramatização do apelo ao voto, lembrando o que aconteceu em 2015. No entanto, continua sem dizer o que fará caso não obtenha uma maioria clara para governar. A declaração foi feita durante um almoço com autarcas, em Pombal, após ter sido questionado sobre as garantias de estabilidade pedidas pelo Presidente da República, durante uma passagem pelo mercado de Porto de Mós.

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro num almoço em Pombal no âmbito da campanha para as eleições legislativas. 09 de maio de 2025.
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O presidente do PSD recusou-se, esta sexta-feira, a comentar cenários mais adversos aos sociais-democratas pós-eleições, alegando que isso é futurologia, e visou o líder do PS dizendo estar em causa a escolha de um primeiro-ministro fiável e estável.

Luís Montenegro falava aos jornalistas a meio de uma ação de rua em Porto de Mós, no distrito de Leiria, em que teve uma preocupação central de mensagem - e de imagem - com os cidadãos idosos.

Interrogado sobre a possibilidade de a Aliança Democrática (AD) sair das eleições com uma maioria reduzida sem garantias de condições de governabilidade e, também, sobre a eventualidade de ter de decidir se viabiliza ou não um eventual Governo socialista, Luís Montenegro recusou-se a responder.

O líder do PSD dramatizou o apelo à mobilização de todos que querem estabilidade para que não aconteça como há dez anos e alguns eleitores "acordem com um Governo diferente daquele que queriam".

Num almoço com autarcas, em Pombal, Luís Montenegro pediu ajuda a esta rede para, nos dois próximos domingos, garantir "o reforço das condições de estabilidade, o reforço das condições de governabilidade" da AD.

"Se ainda não decidiram, pensem qual é o voto que lhes dá estabilidade e o Governo que eles querem para não acordarem, como aconteceu Há dez anos, na segunda-feira com um Governo diferente daquele que queriam", disse, referindo-se às eleições de 2015 em que a coligação PSD/CDS venceu, mas foi o PS que governou, com um acordo à esquerda.

- Com Lusa