Eleições nos EUA

Irão e Rússia estão a tentar interferir nas presidenciais dos EUA

Mike Blake / Reuters

Serviços de informação dos EUA afirmam que os dois países obtiveram dados dos eleitores norte-americanos.

O diretor nacional dos serviços de informação dos EUA disse na quarta-feira que Irão e Rússia obtiveram informações dos eleitores norte-americanos e que estão a tentar interferir nas eleições presidenciais de 03 de novembro.

"Queremos alertar o público de que identificámos dois atores estrangeiros, Irão e Rússia, que tomaram ações específicas para influenciar a opinião pública em relação às nossas eleições", afirmou John Ratcliffe durante uma conferência de imprensa.

Segundo o responsável, tanto a Rússia quanto o Irão acederam a dados de eleitores dos EUA, informações que Teerão já teria usado para prejudicar o Presidente, Donald Trump.

"Já vimos o Irão a enviar e-mails falsos com o objetivo de intimidar os eleitores, incitar tensões sociais e prejudicar o Presidente", adiantou.

Em relação à Rússia, o diretor nacional dos serviços de informação disse não haver provas até ao momento de que tenha utilizado as informações que obteve.

"Esses dados podem ser usados (...) para se tentar dar informações falsas aos eleitores registados, na esperança de semear confusão e o caos, e minar a confiança na democracia americana", explicou.

As declarações de Ratcliffe ocorrem depois de eleitores democratas em estados como Florida ou Alasca receberam e-mails intimidatórios nos últimos dias, supostamente enviados pelo grupo de extrema direita Proud Boys.

Os e-mails, que os Estados Unidos disseram terem sido enviados pelo Irão, ordenam os democratas a votarem em Trump.

Diretor do FBI garante confiança no sistema eleitoral

Na mesma conferência de imprensa, o diretor do FBI, agência encarregada de garantir a segurança eleitoral, disse que não vai tolerar interferência estrangeira nas eleições norte-americanas.

"Trabalhámos durante anos para construir resiliência na nossa infraestrutura eleitoral e hoje essa infraestrutura continua forte. (...) Podem estar confiantes de que o seu voto conta", assegurou Christopher Wray.

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