Eleições nos EUA

Trump deixa aviso a Biden: "O processo está apenas a começar"

Mike Blake

"Joe Biden não deve reivindicar ilegitimamente a presidência"

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta sexta-feira que o candidato democrata Joe Biden não deve reivindicar a vitória de forma "ilegítima", numa altura em que o seu oponente parece muito próximo de assegurar a vitória.

"Joe Biden não deve reivindicar ilegitimamente a presidência", escreveu o republicano numa mensagem publicada na rede social Twitter. "Eu também não a poderia reclamar. O processo está apenas a começar."

Até ao momento, ainda nenhum órgão de comunicação social norte-americano designou o vencedor das eleições presidenciais.

Mentiras de Trump estão a ser silenciadas nas televisões e no Twitter

O tempo de antena do Presidente norte-americano costuma ser solene e respeitado. Mas, na noite de quinta-feira, a maioria das televisões cortou a transmissão de Donald Trump por este insistir que está a ser vítima de fraude eleitoral e que lhe estão a roubar a vitória, sem apresentar qualquer tipo de provas.

“Aqui estamos novamente na posição invulgar de não só interromper o Presidente dos EUA, mas corrigir o Presidente”, disse Brian Williams, jornalista do canal MSNBC. “Não há votos ilegais de que tenhamos conhecimento. Não houve uma vitória de Trump de que tenhamos conhecimento”, acrescentou.

A NBC, ABC e CBS cortaram o discurso, a CNN transmitiu tudo mas arrasou a argumentação do Presidente. Até a conservadora e republicana Fox News disse não haver provas da fraude eleitoral que Trump alega.

Também o Twitter – a plataforma que Trump usou muitas vezes para transmitir as suas mensagens – está a abafar as publicações do Presidente. Pelo menos uma em cada três publicações são assinaladas como tendo conteúdo que pode ser falso ou enganador.

Várias contas da plataforma foram bloqueadas por violação de todos os termos de correta utilização da rede, incluindo o antigo conselheiro de Trump, Steve Bannon, que fez um discurso de ódio contra o diretor do FBI e o epidemiologista que fez frente a Trump na gestão da pandemia.

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