Eleições nos EUA

Eleições nos EUA: Comissão Federal de Eleições descarta "evidência de fraude"

Rachel Wisniewski

Donald Trump denunciou, sem apresentar provas, existência de fraude eleitoral.

Uma responsável da Comissão Federal de Eleições (FEC, em inglês) assegurou hoje que "não há evidência de fraude" nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, conforme denunciou, sem apresentar provas, o governante e candidato republicano Donald Trump.

"Tem havido muito poucas queixas sobre a forma como se desenrolaram estas eleições", afirmou Ellen Weintraub, comissária da FEC, uma agência federal independente encarregue de zelar pelo cumprimento das leis de financiamento de campanhas nos comícios nos Estados Unidos.

"Muito poucas queixas fundamentadas, deixem-me antes dizê-lo assim", precisou a responsável em declarações à cadeia televisiva CNN, insistindo que "não há evidência de nenhum tipo de fraude eleitoral", nem de que "tenham sido emitidos votos ilegais".

Numa mensagem publicada há dois dias na sua conta do Twitter, Weintraub referiu que nos Estados Unidos as eleições "são a forma de o povo decidir quem o governará".

"Os candidatos não podem decidir, o presidente não pode decidir; os votantes decidem", sustentou.

Trump, que aspira a um segundo mandato presidencial, tem vindo a lançar acusações não fundamentadas de fraude eleitoral e a por em dúvida a legitimidade de todo o sistema de voto por correspondência.

Hoje, o líder republicano denunciou, sem provas, que dezenas de milhares de votos recebidos "ilegalmente" após o fecho dos locais de voto na Pensilvânia, um dos estados mais cobiçados na corrida à Casa Branca, viraram "total e facilmente" os resultados a favor do seu rival democrata Joe Biden.

Segundo o republicano, "ilegalmente", não foi permitido observar "centenas de milhares de votos", cuja origem não precisou, o que, sustentou, "também alteraria o resultado em numerosos estados, incluindo a Pensilvânia, que todos pensaram que foi facilmente ganho na noite das eleições".

"Coisas erradas aconteceram. Foram feitas grandes alterações", acrescentou Trump, advertindo que houve longos intervalos de tempo em que ninguém pôde supervisionar o processo de contagem.

Este conjunto de mensagens de Trump, quatro no total, foi posteriormente bloqueado pelo Twitter, com a justificação de que "parte ou todo o conteúdo partilhado poderia ser enganoso".

O candidato democrata às eleições presidenciais norte-americanas, Joe Biden conquistou os 20 votos da Pensilvânia no Colégio Eleitoral, ultrapassando os 270 votos necessários aceder à Casa Branca e tornar-se o 46.º Presidente dos EUA, foi hoje anunciado.

Com 99% dos votos contados na Pensilvânia, Biden obteve 3.345.906 votos (49,7%), enquanto o Presidente Donald Trump obteve 3.311.448 (49,2%).

Biden também obteve a maioria nos estados do Arizona, Wisconsin e Michigan, virando a seu favor estados que o Presidente e candidato republicano, Donald Trump, ganhara em 2016.

O estado da Pensilvânia é o estado natal de Joe Biden, 77 anos.

A vitória de Biden surge ao fim de mais de três dias de incerteza, durante os quais as autoridades procederam à contagem de um recorde de votos enviados por correio devido à pandemia de covid-19.

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