Eleições nos EUA

Eleições nos EUA. Líder republicano McConnell critica oposição à contagem de votos

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Defende que anular a eleição presidencial "prejudicaria para sempre" a imagem da república.

O líder republicano do Senado dos EUA, Mitch McConnell, disse esta quarta-feira que anular a eleição presidencial "prejudicaria para sempre" a imagem da república, criticando a rejeição da contagem de votos do Arizona por legisladores do seu partido.

No arranque da sessão conjunta da Câmara de Representantes e do Senado para ratificação dos votos do Colégio Eleitoral, os republicanos opuseram-se à contagem dos votos do Arizona, ameaçando contestar resultados em outros estados e perturbando a validação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de 3 de novembro.

A objeção foi feita pelo representante Paul Gosar e foi assinada pelo senador do Texas Ted Cruz, ambos republicanos, obrigando as duas câmaras a resolver este desafio através de uma discussão e votação.

Mas as aspirações do grupo republicano que contestou os resultados foram de imediato condicionadas por uma intervenção do líder do partido no Senado Mitch McConnell, que alertou para os riscos de tentar anular os resultados das eleições presidenciais.

"Se esta eleição for invalidada com base em alegações simples dos perdedores, a nossa democracia entrará numa espiral mortal", disse McConnell, numa menção que arrefeceu os ânimos do grupo de republicanos que pretendia responder aos apelos do Presidente cessante, Donald Trump, que gostaria de ver anulados os resultados eleitorais.

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Trump pressiona Pence

Trump tinha pedido mesmo ao seu vice-Presidente, Mike Pence, que tem por inerência a função de validar os resultados do Colégio Eleitoral, para não ratificar os votos, assistido por poderes que, na verdade, a Constituição não lhe permite.

McConnell deu o mote para os argumentos que vários representantes democratas repetiram nos minutos seguintes, alegando que a contestação dos resultados eleitorais carece de "provas ou fundamentos" e, muitas vezes, são sustentados por "teorias da conspiração".

Foi nesse tom que o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, conduziu a oposição à objeção dos republicanos aos resultados no estado do Arizona, tentando evitar que a situação se repita para a contagem de votos noutros estados, como tinha sido antecipado por esse grupo de representantes apoiantes de Donald Trump.

Milhares de apoiantes de Trump invadem Capitólio

Enquanto a discussão prossegue no Senado e na Câmara de Representantes, a polícia do Capitólio está a tentar evacuar alguns prédios de escritórios do Congresso, por causa da presença de milhares de apoiantes de Trump, que se manifestaram esta quarta-feira em Washington e se deslocaram para o local onde estão a ser ratificados os resultados eleitorais.

No interior do Capitólio, vários legisladores, incluindo republicanos, usam as suas contas na rede social Twitter para criticar a ação dos manifestantes, dizendo que não se vão deixar intimidar pela sua presença ou pelos seus apelos para que a contagem de votos do Colégio Eleitoral seja rejeitada.

O chefe dos senadores democratas no Congresso fala numa "tentativa de golpe de estado" por parte de alguns republicanos que contestam a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais norte-americanas.

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