Eleições nos EUA

Washington sai à rua: "Queria mesmo vir cá, porque foi o dia em que Trump saiu"

Eduardo Munoz

Impedidos de se aproximar mais do Capitólio, pai e filha acompanharam o momento por telemóvel.

Impedidos de se aproximar mais do Capitólio, onde decorreu o juramento e a posse do novo Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, um pai e uma filha acompanharam o momento por telemóvel.

Para Sarah, de 22 anos, foi importante estar fora de casa, apesar de saber que não podia haver público geral para a posse presidencial.

Como disse à Lusa, "a pandemia tornou tudo mais difícil" e estavam "conscientes dos motins que tinham acontecido e que fazem impossível fazer parte deste momento".

Ainda assim, para a jovem norte-americana, havia motivos suficientes para sair: "É muito especial estar aqui, estar no ambiente. Queria mesmo vir cá hoje, porque foi o dia em que Trump saiu. Queria fazer parte disso porque... por razões óbvias", disse Sarah, sorrindo.

O pai, Damien, de 54 anos disse: "É uma pena estar aqui fora e ter de ver a posse pela televisão ou telemóvel. Isto é América, não devia ser assim, não importa em que partido se vota".

Obstáculos de cimento, grades metálicas, carros de polícias e veículos militares estavam colocados à volta da área do Capitólio, onde Sarah e Damien se encontravam.

Para a jovem, para continuar em frente, é importante que as pessoas "sejam gentis umas com as outras" e, ainda mais "prestação de contas, porque aconteceram algumas coisas indesculpáveis".

"Se pudermos trabalhar juntos, seria muito bom", comentou, enquanto Damien, antigo militar da Marinha, desejava "paz no mundo".

A investidura de Joe Biden decorreu sob fortes medidas de segurança numa área que foi fechada ao trânsito e ao público em geral, muito ao contrário da tradicional inauguração, em que centenas de milhares de pessoas ocupam as ruas e o relvado entre o Capitólio e a Casa Branca.

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