Henrique Gouveia e Melo admite a possibilidade de fazer apenas um mandato porque por norma o segundo "corre menos bem", mas considera que é uma análise que terá de fazer se for eleito. Em entrevista ao jornal Observador, o candidato a Belém disse ainda ter "impressão" de que houve uma tentativa por parte do Governo para o afastar com o objetivo de proteger Marques Mendes.
"Acho que é óbvio. Não é preciso ser um grande analista para se perceber que havia essa resistência à minha candidatura", disse Gouveia e Melo questionado sobre se ficou com a impressão de que o Governo não queria que a sua candidatura avançasse para proteger Luís Marques Mendes.
"No outro dia, perguntaram-me quem era verdadeiramente o meu adversário e eu disse: “O meu adversário não está nestas eleições; o meu adversário está numa tentativa de olhar para a democracia ainda com os complexos do PREC, demonizar um militar que já não é militar, que se candidata como outro cidadão qualquer. E uma tentativa que reduz a democracia. Uma democracia madura não deve ter esses problemas."
O candidato às presidenciais falou também sobre a possibilidade de não passar à segunda volta, dizendo que a sua candidatura "morreu nesse dia" e sugeriu que, caso Ventura passe à segunda volta, o seu voto será no outro candidato. "Todos nós, os que pugnamos pela democracia, não temos nenhuma dúvida se for esse o cenário".
Garantiu, ainda, que não faz parte da Maçonaria e deixa críticas às organizações secretas."Todos concordamos que tudo o que é fechado e opaco é contrário à liberdade e à democracia. E atenta contra a liberdade e a democracia. Portanto, se a maçonaria quer ter um papel na sociedade, deve ser mais aberta e não deve ser opaca. Isto é a minha opinião. Não sou maçon".
