Presidenciais

Entrevista SIC Notícias

Uma corda para Gouveia e Melo e um painel solar para Marques Mendes: as ‘prendas’ de Joana Amaral Dias para os adversários

Em entrevista na SIC Notícias, Joana Amaral Dias assumiu-se como a candidata presidencial “de todos os portugueses”, garantindo que não está na política das “clubites”, mas em prol de valores e ideias.

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A SIC Notícias tem ouvido os vários candidatos à Presidência da República, mesmo os que não aparecem nas sondagens. Este domingo foi a vez de Joana Amaral Dias, apoiada pelo partido ADN.

Numa entrevista em que não participou de mãos a abanar - mostrou, aliás, vários papéis com mensagens - trouxe também duas prendas para dois candidatos: uma corda para Gouveia e Melo e um painel solar para Marques Mendes.

“Gostava de confrontar Gouveia e Melo com a honradez das suas palavras: disse que preferia ter uma corda para se enforcar do que se candidatar à Presidência da República. O Presidente é avaliado sobretudo pela sua personalidade e pela sua palavra. [Gouveia e Melo] é alguém que não tem palavra e é traidor até às suas próprias tropas”, acusou.

Para Marques Mendes, uma miniatura de um painel solar. A candidata sublinha que gostaria de poder confrontar o adversário sobre o Projeto Sophia - a central solar fotovoltaica de grande escala localizada nos concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova.

“Gostava de perguntar-lhe o que é que pensa do Projeto Sophia, posto que o seu filho, através da empresa Lightsource bp, está envolvido numa das maiores destruições ambientais em Portugal - centenas de hectares de reserva ecológica natural”, afirma.

Lamenta, por isso, não ter sido convidada para os debates. A candidata discorda dos critérios acordados pelas televisões, que acusa de atuarem em “cartel” e acrescenta até: “Estou convencida que muitos mais portugueses me conhecem a mim do que o candidato apoiado pelo Livre”.

Questionada sobre o seu percurso político - que chegou a passar pelo Bloco de Esquerda - Joana Amaral Dias recusa estar na “política da clubite”. Diz defender, ao invés, “valores e ideias”.

“Sou soberanista, lutadora pela liberdade, pela paz e grande defensora do combate à corrupção: quatro valores essenciais que defendo desde que cheguei à política”, garante.

Discorda de André Ventura quando este diz que é preciso mudar a Constituição para dar mais poderes ao Presidente da República, mas partilha da ideia de que a 'imigração descontrolada' “é um problema”.

“Precisamos de aumentar a natalidade dos portugueses, porque sem portugueses não existe Portugal.”

Razão pela qual se assume, também, contra o pacote laboral apresentado pelo Governo de Luís Montenegro. Acusa o documento de ser “anti-constitucional e anti-natalidade” e garante que, se fosse Presidente, “não passaria”.