Presidenciais

Marques Mendes rejeita ligações a Angola e diz que nunca trabalhou com Sonangol

O passado profissional do candidato apoiado pelo PSD e CDS, fora da política, tem sido trazido para a pré-campanha por alguns adversários. Mas Marques Mendes diz que, quando foi presidente da mesa da Assembleia Geral do Banco Caixa Angola, estava em representação da Caixa Geral de Depósitos.

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Luís Marques Mendes diz que nunca trabalhou com a Sonangol, a empresa petrolífera de Angola. O candidato à Presidência da República deu novas explicações sobre o passado fora da política, depois de o tema ter sido levantado por alguns adversários.  

Foi questionada a ligação de Marques Mendes a Angola, quando trabalhou na sociedade de advogados Abreu. 

A única relação mais intensa que tive foi ser, durante dois anos, presidente da mesa da Assembleia Geral do Banco Caixa Angola, um banco detido pela Caixa Geral de Depósitos na maioria do seu capital, e que teve a Sonangol como outra acionista”, declarou Luís Marques Mendes, em entrevista à rádio Observador. 

O candidato à Presidência de Belém referiu que, na altura, houve um "conflito acionista" e que lhe foi solicitado que aceitasse ser presidente da Assembleia Geral na perspetiva de tentar ajudar a resolver esse conflito". 

Marques Mendes afirma que, quando o conflito entre a Caixa e a Sonangol ficou resolvido, ao fim de dois anos, renunciou ao cargo e não terminou o mandato.  

Garante que não teve atividade profissional enquanto advogado, porque os advogados portugueses não podem exercer em Angola. 

“Nunca trabalhei com a Sonangol, nem eu pessoalmente, nem eu como advogado. Nada”, assegura. “Estava, sobretudo, em representação da Caixa Geral de Depósitos, que é portuguesa.” 

Marques Mendes também foi presidente da mesa da Assembleia Geral de uma empresa privada na área da saúde, a Atrys Portugal. 

"Se houver qualquer questão de conflito de interesses, di-lo-ei com toda a clareza”, assegura. "Não penso ter conflito de interesse em nenhuma área. 

Passos Coelho apoiar outro candidato? "Acho isso impossível"

Nesta entrevista à rádio Observador, Marques Mendes também falou sobre quem acha que Pedro Passos Coelho pode apoiar.  

“Se ele me apoiar, eu fico satisfeito. Se ele decidir não apoiar ninguém, também não fico zangado com ele”, declarou. 

Já o antigo primeiro-ministro apoiar um qualquer outro candidato é, aos olhos de Marques Mendes, “impossível”.  

Sobre o uso dos poderes presidenciais, diz que só a título excecional vetaria um nome indicado para ministro e volta a afirmar que, se o Chega quiser tomar posse, terá de cumprir a Constituição.