Presidenciais

Candidatos reagem a nova sondagem que coloca António José Seguro na frente

Marques Mendes desvalorizou os números e apelou à concentração de votos, enquanto Gouveia e Melo criticou o uso das sondagens como instrumento político. 

Loading...

No final de uma visita ao Mercado Municipal de Torres Vedras, o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP foi questionado sobre uma sondagem feita pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF, divulgada na segunda-feira, que aponta um empate técnico entre cinco candidatos, com António José Seguro (PS) a liderar e Marques Mendes em quinto lugar. 

Luís Marques Mendes desvalorizou os mais recentes números, dizendo que "os cinco primeiros candidatos estão dentro da margem de erro". 

"O que significa que os que estão mais atrás podem em primeiro lugar e os que estão em primeiro lugar podem ficar mais atrás", completou. 

O candidato repetiu uma mensagem que tem dominado a sua campanha desde domingo, quando o presidente do PSD e primeiro-ministro Luís Montenegro fez um apelo ao voto útil em Marques Mendes ao espaço do centro-direita e até aos socialistas moderados. 

"Se houver uma grande dispersão de votos, eu posso perder esta eleição. Se houver uma concentração de votos, seguramente que eu posso ganhar esta eleição", afirmou, assegurando que "não vai mudar nada" e continuará a trabalhar "com muita humildade". 

Gouveia e Melo espera que sondagens "não manipulem opinião pública"

Henrique Gouveia e Melo disse, esta terça-feira, que as sondagens não podem manipular a opinião pública nem ser um instrumento político, insistindo na ideia de que a verdadeira sondagem acontecerá no dia das eleições.  

"As sondagens não podem manipular a opinião pública. Isso é que é perigoso. Porque isso é, de alguma forma, contrário ao próprio conceito de democracia e de liberdade de decisão", afirmou, sublinhando, também, que as sondagens "não podem ser um instrumento político".  

Falando aos jornalistas durante uma visita à Feira de Reis, em Vila Verde, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, o candidato afirmou não querer mais pronunciar-se sobre sondagens, porque a única que vai respeitar é "o resultado eleitoral que sair das urnas" no dia 18 de janeiro. 

Ventura aponta à vitória

Já André Ventura, em Pinhal Novo, alertou que uma passagem à segunda volta "será por décimas", mas voltou a repetir o seu objetivo: "Vencer no dia 18 com a maior margem possível face ao segundo lugar". 

Reconheceu ainda que, com esta sondagem, "fica claro que há talvez quatro candidaturas" no leque de favoritas para avançarem para a segunda volta. 

O líder do Chega rejeitou ter "candidatos preocupantes" e disse acreditar na "fidelização" do eleitorado do seu partido nesta candidatura. 

Seguro reconhece "tendência favorável"

António José Seguro considerou hoje que as sondagens mostram "uma tendência favorável" para a sua candidatura presidencial, que também sente na rua, mas considerou que o mais importante é criar uma "nova cultura política" porque "chega de conversa". 

"As sondagens mostram uma tendência que é uma tendência favorável. Eu sinto isso na rua, sinto que este movimento e a minha candidatura está a crescer", respondeu Seguro aos jornalistas durante uma ação de campanha em Grândola, Setúbal, na qual esteve acompanhado da eurodeputada do PS Ana Catarina Mendes. 

Catarina Martins: "As pessoas votam e votam por convicção"

A candidata presidencial Catarina Martins respondeu hoje ao apelo ao voto útil de António José Seguro, sublinhando que as sondagens não são a primeira volta das eleições e que é o voto por convicção que muda o país.

"As pessoas votam e votam por convicção e a primeira volta das eleições presidenciais é uma volta de convicção, em que se dá força ao projeto que se acredita enquanto país", defendeu a candidata apoiada pelo BE.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita ao Mercado de Torres Novas, Catarina Martins foi questionada sobre as declarações do candidato apoiado pelo PS que, na segunda-feira, afirmou que o voto nos candidatos apoiados pelo Livre, PCP e BE "não conta" por ser "meio voto" e ajudar a direita."

Com Lusa