Presidenciais 2026

Resposta à depressão Kristin? "Haverá momento de tirar ilações", mas agora "é preciso ajudar quem precisa"

António José Seguro critica a demora de quase uma semana para repor a eletricidade nalgumas zonas destruídas pela tempestade. Insiste que o país precisa de refletir sobre o que correu mal, mas não agora.

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O candidato presidencial António José Seguro defendeu esta segunda-feira que é preciso ativar todos os instrumentos, públicos ou privados, para "acudir às pessoas" afetadas pela tempestade Kristin, considerando que é da Proteção Civil a decisão sobre o Mecanismo Europeu.

"Aquilo que para mim é importante é que sejam ativados todos os instrumentos, quer públicos, quer privados, para acudir às pessoas. Continua a haver milhares de pessoas a não ter energia elétrica em suas casas. Nós não podemos ter uma reação em que se demora quase uma semana a repor a energia elétrica em casa dessas pessoas. Isso não pode acontecer", disse à margem de uma ação de campanha em Campo Maior, Portalegre.

Sobre as declarações da ministra da Administração Interna que disse desconhecer o que falhou sobre o atraso na disponibilização de meios aos territórios mais afetados, Seguro escusou-se a comentar.

"Eu sou candidato a Presidente da República e portanto não vou fazer comentários sobre aquilo que os ministros dizem ou não. Se vier a merecer a confiança dos portugueses para ser Presidente da República, em primeiro lugar, como já sabem, essas conversas são com o primeiro-ministro", disse.

Para o ex-líder do PS neste momento "o que é preciso é fazer todos os esforços" para que seja possível acudir a quem foi afetado e "recuperar as casas e as empresas que precisam de recuperar a sua atividade".

"Eu já disse que há dois momentos completamente diferentes, haverá um momento de avaliação e de tirar ilações, de tirar lições para o futuro. Há várias lições que têm que ser tiradas e que eu falarei num momento certo. Agora, neste momento é concentrarmos todos os nossos esforços, todos, todos, todos, numa expressão de solidariedade e de ajuda a quem precisa", acrescentou apenas.

Com Lusa