A Médicos Sem Fronteiras (MSF) insta as organizações de assistência humanitária com perícia em água, saneamento e higiene a agirem de forma imediata e sustentável para solucionar esta crise catastrófica e prevenir surtos de doenças potencialmente mortais nestes campos que continuam a expandir-se muito rapidamente.
O conflito continuado na província de Kivu do Norte entre grupos armados, incluindo o M23, e as forças armadas congolesas conduziu a um aumento maciço e sem paralelo no número de pessoas que abandonaram as casas em fuga da violência ao longo dos últimos dois anos. As deslocações populacionais não têm parado devido à intensidade dos combates. Estima-se que, em setembro passado, cerca de 645 000 pessoas permaneciam abrigadas em campos sobrelotados de deslocados internos à volta de Goma.
“As nossas equipas continuam a ver em primeira mão os efeitos devastadores das terríveis condições de vida que as famílias deslocadas estão a enfrentar”, descreve a coordenadora-geral da MSF em Kivu do Norte, Natàlia Torrent. Vários meses desde o último fluxo de pessoas em larga escala, que ocorreu em fevereiro de 2024, o acesso a água limpa, a latrinas e a chuveiros continua a ser um enorme desafio diário para os deslocados, especialmente nos campos improvisados.

