Europeias 2024

Entrevista SIC Notícias

Entrevista a Joana Amaral Dias, cabeça-de-lista do ADN

Joana Amaral Dias, cabeça-de-lista do ADN às eleições europeias do próximo dia 9 de junho, esteve no Jornal de Sábado da SIC Notícias. Para a Europa, defende que o lóbi da indústria das armas deixe de apoiar a Ucrânia, recusa que o ADN seja um partido fascista e diz que a esquerda desistiu de lutar contra os poderes instalados. Veja a entrevista na íntegra.

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A menos de um mês das eleições europeias, a cabeça-de-lista do ADN esteve no Jornal de Sábado da SIC, onde assumiu, sem hesitar, uma redução do apoio à Ucrânia e uma Europa de “diálogo e cooperação”. Joana Amaral Dias diz estar do “lado das vítimas” e que este “somar sangue a sangue não nos trouxe a bom porto”.

Vincando que é “independente, como fui pelo Bloco de Esquerda”, a candidata assumiu que só aceitou “esta missão e este projeto” por haver uma “convergência de opiniões” com o ADN.

“Em primeiro lugar pela paz, pela recusa desta Europa da guerra, [de um] orçamento cada vez mais despesista para o lado bélico - sobretraindo recursos tão necessários em outras partes”, e em favor de uma das “promessas feitas no rescaldo da II Guerra para uma edificação da unificação pela paz”.

“O ADN é o único partido, neste momento, que defende a paz e opõe-se à escalada bélica e militarista que graça na Europa. Não quero os meu filhos ou netos, a perder vísceras e a alma em guerras estrangeiras, e também não quero a Europa reduzida a ser uma espécie de colónia ou parceiro júnior dos EUA. Nós queremos resgatar a Europa da sua matriz original da liberdade”

Questionada sobre se vai para a Europa defender a redução do apoio militar à Ucrânia, não hesitou na resposta: “Sim, sim”.

“A prioridade na construção europeia não é combater as guerras por procuração, nem engordar este orçamento bélico, sobretudo os grandes lóbis armamentistas. (…) A Rússia já está a ganhar há dois anos, todas as estratégias europeias falharam”

“Estou do lado das vítimas de ambos os lados, quero uma Europa que pugne pela paz”, afirmou, dizendo que "somar sangue a sangue não nos trouxe a bom porto".