A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi interrompida por um protesto pró-Palestina, durante a ação de campanha da Aliança Democrática (AD) para as eleições europeias, esta quinta-feira, no Porto.Um homem foi imobilizado e detido pelos agentes da PSP, por "resistência e coação".
Os cerca de 20 manifestantes gritavam palavras de ordem como "Palestina Livre" e exibiam as mãos pintadas de vermelho, para lembrar o sangue da guerra.
Apercebendo-se do sucedido, Ursula von der Leyen - cuja campanha tem sido marcada pela posição pró-Israel - parou o discurso por alguns momentos, enquanto os apoiantes da AD tentaram abafar o protesto com palmas.
"Se vocês estivessem em Moscovo, estavam agora na prisão", atirou Ursula von der Leyen.
"Aqui têm liberdade de expressão", declarou a presidente da Comissão Europeia, lembrando os 50 anos da Revolução de Abril.
Os manifestantes foram acompanhados pela polícia, que os afastou do local do comício.
[Notícia atualizada às 0h25 de 7 de junho de 2024]
