As reações à morte Francisco Pinto Balsemão
ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Francisco Pinto Balsemão

As reações à morte Francisco Pinto Balsemão

Francisco Pinto Balsemão, fundador da SIC e do Expresso e um dos fundadores do PSD, morreu na terça-feira de causas naturais. Esteve acompanhado pela família nos últimos momentos de vida. O grupo Impresa descreve-o como figura maior da defesa da liberdade e apologista intransigente da liberdade de imprensa e de expressão. O Governo decretou dois dias de luto nacional. As cerimónias fúnebres decorrem esta quarta e quinta-feira.

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Até sempre

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Francisco Pinto Balsemão era um homem de paixões, onde se incluía a música. É com uma das obras preferidas do fundador da SIC e do Expresso que nos despedimos.

Francisco Pinto Balsemão foi um homem que "acreditou no jornalismo como uma parte da liberdade"

As reações à morte Francisco Pinto Balsemão

Mariana Jerónimo

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O antigo coordenador do Bloco de Esquerda (BE) foi uma das várias personalidades presentes no velório de Francisco Pinto Balsemão. Em declarações à SIC, Francisco Louçã recordou os tempos em que ambos integraram o Conselho de Estado, “sempre como adversários políticos”, sublinhando que não se lembra de qualquer momento em que tenham estado de acordo.

“O dia mais triste da história da SIC”: Rodrigo Guedes de Carvalho despede-se de Francisco Pinto Balsemão

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"A fechar este dia tão triste, o dia mais triste da história da SIC, permitam-me falar de felicidade. Que privilégio tive de ter vinte e poucos anos quando comecei a carreira de jornalista nos anos 80. Que afortunado fui por ter sido escolhido para a equipa fundadora da primeira televisão privada. Que tempos absolutamente irrepetíveis, que bênção teve a minha geração e outras com quem nos fomos cruzando, de ter vivido uma era do jornalismo, que se não tivermos cuidado, acabará por se extinguir. A partida de Francisco Pinto Balsemão traz esse receio: o de termos cada vez menos líderes que realmente pretendem deixar o mundo melhor do que o encontraram. É talvez ainda cedo para todos os portugueses perceberem a dimensão do que nos deixa. Nós por aqui fomos felizes e sabíamos. Hoje somos órfãos que continuarão a levantar-se, dia a dia, e aos mais novos que entretanto chegaram à família vamos ensiná-los a pensar o que achará Francisco Balsemão do que fizemos hoje, e amanhã, e amanhã, e amanhã. Boa noite, obrigado."

“Hoje é um ponto final no nosso epílogo”

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A jornalista da SIC Amélia Moura Ramos recorda como Francisco Pinto Balsemão tinha o hábito de convidar os funcionários do Grupo Impresa para almoços e de como, num desses almoços, em 2012, quis ouvi-la sobre a hipótese que se colocava em cima da mesa de acabar com a Grande Reportagem. “Convidou-me para almoçar para perguntar o que eu achava. Eu não era diretora, não era coordenadora, era uma simples jornalista.”