George Floyd

Presidente dos EUA criticou governadores por serem "fracos" com manifestantes

Yuri Gripas

Desde quarta-feira que milhares de pessoas têm saído às ruas de mais de 70 cidades nos Estados Unidos, para protestar contra a morte de George Floyd.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, ridicularizou alguns governadores estaduais por serem "fracos" e exigiu-lhes que tomem medidas duras contra os manifestantes, após mais uma noite de violência em diversas cidades.

Donald Trump conversou com os governadores - numa videoconferência em que também estiveram presentes autoridades policiais e militares - dizendo-lhes que "precisam de ser muito mais duros" em relação às manifestações de protesto violentas.

Desde quarta-feira que milhares de pessoas têm saído às ruas de mais de 70 cidades nos Estados Unidos, para protestar contra a morte de George Floyd, um homem negro que morreu sob custódia policial, em Minneapolis, provocando cenas de saque e violência que já levaram vários governos estaduais e pedir a intervenção da Guarda Nacional e mais de 40 cidades a decretar o recolher obrigatório.

"Muitos de vocês são fracos", disse Trump aos governadores, aconselhando as autoridades a deterem mais pessoas.

O procurador-geral, William Barr, que também participou na videoconferência, disse aos governadores que devem perseguir os manifestantes que provocam distúrbios, sendo mais proativos no controlo da situação nas ruas das suas cidades.

O Presidente norte-americano não escondeu a sua preocupação com o alastrar das cenas de violência, que já duram há seis noites consecutivas e têm obrigado a fortes dispositivos policiais.

O próprio Donald Trump foi obrigado e proteger-se num bunker da Casa Branca, na noite de sexta-feira, escoltado por agentes dos serviços secretos que o procuraram colocar a salvo, quando os manifestantes começaram a atirar pedras contra a residência oficial do Presidente.

"A Casa Branca não comenta protocolos e decisões de segurança", disse Judd Deere, porta-voz da Presidência norte-americana, quando interrogada sobre o transporte do Presidente para o bunker.

Não ficou claro, das informações obtidas pelos media norte-americanos, se a primeira-dama, Melania Trump, e o seu filho de 14 anos, Barron, se terão juntado ao Presidente, no bunker.

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