George Floyd

Trump ameaça mobilizar todos os recursos militares para conter manifestantes

Trump ameaça mobilizar todos os recursos militares para conter manifestantes

Andreia Melo

Andreia Melo

Jornalista

Protestos pela morte de George Floyd prolongam-se pelo sétimo dia consecutivo.

Desde que George Floyd morreu, têm-se multiplicado os protestos nos Estados Unidos. Na sexta-feira, a situação em Washington levou mesmo os serviços secretos norte-americanos a encaminharem Donald Trump, a mulher e o filho mais novo Barron para o bunker da Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos tem condenado os tumultos e prometeu mobilizar todos os recursos militares e civis disponíveis para acabar com os protestos.

Donald Trump visitou esta segunda-feira uma igreja junto à Casa Branca que, no dia anterior, foi incendiada pelos manifestantes.

Autópsia independente revela que o afro-americano morreu por estrangulamento

George Floyd morreu de asfixia provocada pela pressão exercida pela polícia nas costas e no pescoço. A conclusão é de uma segunda autópsia independente pedida pela família da vítima. O resultado contraria o do relatório oficial que apontava problemas de saúde e potenciais substâncias tóxicas como causas de morte.

Os protestos continuam não só em Washington. Em São Francisco, na Califórnia, a manifestação contou com o ator Jamie Foxx, que se ajoelhou com a multidão em homenagem a George Floyd.

Manifestantes e membros da polícia ajoelham-se durante protestos nos EUA

Milhares de manifestantes em vários pontos dos Estados Unidos ajoelham-se durante protestos, por vezes acompanhados por polícias, num gesto simbólico desde que George Floyd morreu, deitado no chão, com o joelho de um polícia sobre o pescoço.

Apesar de poder ter sido o motivo da morte do cidadão afro-americano George Floyd em Minneapolis (Minnesota) há uma semana, o movimento de ajoelhar-se tornou-se símbolo de protesto contra o racismo e a violência policial contra cidadãos afro-americanos desde um jogo de futebol americano há quatro anos.

Nos últimos dias, têm sido milhares os manifestantes que param e ajoelham-se durante os protestos, enquanto gritam nomes de afro-americanos desarmados mortos por polícias ou levantam cartazes com a frase repetida por George Floyd, quase sem voz: "Não consigo respirar".

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